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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Oração para pedir perdão a Deus quando cometemos pecados contra a castidade (Salmo 50)

Compadecei-vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,*
pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados. Lavai-me de toda a iniquidade *
e purificai-me de todas as faltas Porque eu reconheço os meus pecados *
e tenho sempre diante de mim as minhas culpas. Pequei contra Vós, só contra Vós, *
e fiz o mal diante dos vossos olhos. Assim é justa a vossa sentença *
e recto o vosso julgamento. Porque eu nasci na culpa *
e minha mãe concebeu-me em pecado. Amais a sinceridade de coração *
e fazeis-me conhecer a sabedoria no íntimo da alma. Aspergi-me o hissope e ficarei puro *
 lavai-me e ficarei mais branco do que a neve. Fazei-me ouvir uma palavra de gozo e de alegria, *
e estremeçam meus ossos que triturastes. Desviai o vosso rosto das minhas faltas *
e purificai-me de todos os meus pecados. Criai em mim, ó Deus, um coração puro, *
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme. Não queirais repelir-me da vossa presença *
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade. Dai-me de novo a alegria da vossa salvação *
e sustentai-me com espírito generoso. Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos *
e os transviados hão-de voltar para Vós. Ó Deus, meu Salvador, livrai-me do sangue derramado *
e a minha língua proclamará a vossa justiça. Abri, Senhor, os meus lábios *
e a minha boca anunciará o vosso louvor. Não é do sacrifício que vos agradais *
e, se eu oferecer um holocausto, não o aceitareis. Sacrifício agradável a Deus é o espírito arrependido: * não desprezareis, Senhor, um espírito humilhado e contrito.

Pela vossa bondade, tratai Sião com benevolência, *
reconstruí os muros de Jerusalém. Então Vos agradareis dos sacrifícios devidos, †
oblações e holocaustos, *
então serão oferecidas vítimas sobre o vosso altar.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Livro da Sabedoria - Capítulo 14

1. Outro, por sua vez, que quer navegar e se prepara para atravessar as impetuosas ondas, invoca um madeiro de pior qualidade que o navio que o leva;
2. porque o desejo do lucro inventou o navio, e uma hábil sabedoria dirigiu sua construção.
3. Mas sois vós, Pai, que o governais pela vossa Providência, porque, se abristes caminho, mesmo no mar, e uma rota segura no meio das ondas -
4. mostrando por aí que vós podeis tirar do perigo aquele que as afronta mesmo sem meios -,
5. quereis entretanto que não sejam inúteis as obras de vossa sabedoria. Por isso os homens confiam a própria vida a um pouco de madeira e atravessam em segurança as ondas num navio.
6. Assim, com efeito, quando na origem dos tempos fizestes perecer gigantes orgulhosos, a esperança do universo, refugiando-se num barco, que vossa mão governava, conservou para o mundo o germe de uma geração.
7. Porque é bendito o madeiro pelo qual se opera a justiça,
8. mas maldito é o ídolo, ele e o que o fez; este porque o formou, aquele porque, sendo corruptível, leva o nome de deus.
9. Com efeito, Deus odeia tanto o ímpio quanto sua impiedade,
10. e a obra sofrerá o mesmo castigo que o autor.
11. Este é o motivo porque também os ídolos das nações serão julgados, porque, na criação de Deus, eles se tornaram uma abominação, objetos de escândalo para os homens, e laços para os pés dos insensatos.
12. É pela idealização dos ídolos que começou a apostasia, e sua invenção foi a perda dos humanos.
13. Eles não existiam no princípio e não durarão para sempre;
14. a vaidade dos homens os introduziu no mundo. E, por causa disso, Deus decidiu a sua destruição para breve.
15. Um pai aflito por um luto prematuro, tendo mandado fazer a imagem do filho, tão cedo arrebatado, honrou, em seguida, como a um deus aquele que não passava de um morto, e transmitiu, aos seus, certos ritos secretos e cerimônias.
16. Este costume ímpio, tendo-se firmado com o tempo, foi depois observado como lei.
17. Foi também em conseqüência das ordens dos príncipes que se adoraram imagens esculpidas, porque aqueles que não podiam honrar pessoalmente, porque moravam longe deles, fizeram representar o que se achava distante, e expuseram publicamente a imagem do rei venerado, a fim de lisonjeá-lo de longe com seu zelo, como se estivesse presente.
18. Isto contribuiu ainda para o estabelecimento deste culto, mesmo entre os que não conheciam o rei; foi a ambição do artista,
19. que, talvez, querendo agradar ao soberano, deu-lhe, por sua arte, a semelhança do belo;
20. e a multidão, seduzida pelo encanto da obra, em breve tomou por deus aquele que tinham honrado como homem.
21. E isto foi uma cilada para a humanidade: os homens, sujeitando-se à lei da desgraça e da tirania, deram à pedra e à madeira o nome incomunicável.
22. Como se não bastasse terem errado acerca do conhecimento de Deus, embora passando a vida numa longa luta de ignorância, eles dão o nome de paz a um estado tão infeliz.
23. Com efeito, sacrificando seus filhos, celebrando mistérios ocultos, ou entregando-se a orgias desenfreadas de religiões exóticas,
24. eles já não guardam a honestidade nem na vida nem no casamento, mas um faz desaparecer o outro pelo ardil, ou o ultraja pelo adultério.
25. Tudo está numa confusão completa - sangue, homicídio, furto, fraude, corrupção, deslealdade, revolta, perjúrio,
26. perseguição dos bons, esquecimento dos benefícios, contaminação das almas, perversão dos sexos, instabilidade das uniões, adultérios e impudicícias -
27. porque o culto de inomináveis ídolos é o começo, a causa e o fim de todo o mal.
28. (Seus adeptos) incitam o prazer até a loucura, ou fazem vaticínios falsos, ou vivem na injustiça, ou, sem escrúpulo, juram falso,
29. porque, confiando em ídolos inanimados, esperam não ser punidos de sua má fé.
30. Contudo, o castigo os atingirá por duplo motivo: porque eles desconheceram a Deus, afeiçoando-se aos ídolos, e porque são culpados, por desprezo à santidade da religião, de ter feito juramentos enganadores.
31. Pois não é o poder dos ídolos invocados, mas o castigo reservado ao pecador, que sempre persegue as faltas dos maus.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Livro das Lamentações - 1

1. Alef. Como está abandonada a cidade tão povoada! Assemelha-se a uma viúva a grande entre as nações. Rainha entre as províncias, ficou sujeita ao tributo.
2. Bet. Ela chora pela noite adentro, lágrimas lhe inundam as faces, ninguém mais a consola de quantos a amavam. Seus amigos todos a traíram, e se tornaram seus inimigos.
3. Guimel. Judá partiu para o exílio em miséria e dura servidão. Habita entre as nações sem achar repouso. Atingiram-no seus perseguidores entre as suas fronteiras.
4. Dalet. Estão de luto os caminhos de Sião, e ninguém mais vem às suas festas. Suas portas todas estão desertas, gemem seus sacerdotes, afligem-se as virgens, e ela mesma vive na amargura.
5. He. Apossaram-se dela seus opressores, e tranqüilos vivem seus inimigos, pois o Senhor a aflige por causa do número de seus crimes. Partiram cativos os seus filhos diante do opressor.
6. Vau. Desapareceu da filha de Sião toda a sua glória. Seus príncipes se tornaram como cervos que não encontraram pastagens e que fogem, esgotados, diante dos que os perseguem.
7. Zain. Nestes dias de males e vida errante, recorda-se Jerusalém das delícias dos tempos idos. Agora que seu povo sucumbiu sob os golpes do inimigo e ninguém vem socorrê-la! Olham-na seus inimigos, e zombam de sua devastação.
8. Het. Graves foram os pecados de Jerusalém: ela ficou uma imundície. Quem a honrava, agora a despreza porque lhe viram a nudez. E ela geme e esconde o rosto.
9. Tet. Vê-se sua mancha sobre suas vestes. Ela não previra esse fim. É imensa a sua decadência, e ninguém vem consolá-la. Olhai, Senhor, para a minha miséria, porque o inimigo se ensoberbece.
10. Iod. O adversário lançou a mão sobre todos os seus tesouros. E ela viu os pagãos penetrarem em seu santuário, aqueles dos quais dissestes que não entrariam em vossa assembléia.
11. Caf. Geme todo o seu povo à procura de pão. Por víveres troca suas jóias a fim de recuperar as forças. Vede, Senhor, e considerai o aviltamento a que cheguei!
12. Lamed. Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta, a mim que o Senhor feriu no dia de sua ardente cólera.
13. Mem. Até aos meus ossos lançou ele do alto um fogo que os devora. Sob meus passos estendeu redes e me fez cair violentamente, enchendo-me de pavor. Eu ando amargurado o dia inteiro!
14. Nun. O jugo dos meus crimes está ligado pelas suas mãos. Pesa-me ao pescoço um feixe que faz vacilar minha força. O Senhor me entregou em mãos das quais não posso libertar-me.
15. Samec. Rejeitou o Senhor todos os bravos que viviam em meus muros. Enviou contra mim um exército a fim de abater minha jovem elite. O Senhor esmagou no lagar a virgem, filha de Judá.
16. Ain. Eis o motivo por que choro; fundem-se em lágrimas os meus olhos, porque ninguém a meu lado me consola, nem me alenta. Vivem consternados os meus filhos, porque triunfa o inimigo.
17. Pe. Sião estende as suas mãos sem que ninguém a console. Mandou o Senhor contra Jacó inimigos sem conta. Jerusalém se tornou entre eles objeto de aversão.
18. Sade. O Senhor é justo, porque fui rebelde à sua voz. Escutai todos vós, ó povos, e vede a minha dor. Minhas virgens e meus jovens foram conduzidos para o exílio.
19. Cof. Implorei a meus amigos e eles me iludiram. Meus sacerdotes e os anciãos pereceram na cidade enquanto buscavam alimento para revigorar as forças.
20. Res. Vede, Senhor, a minha angústia! Tremem minhas entranhas, e meu coração está perturbado por causa de minhas revoltas. De fora mata a espada, de dentro alastra a morte.
21. Sin. Meus suspiros são ouvidos sem que ninguém me console. Meus inimigos, vendo minha ruína, sentem-se felizes com a vossa intervenção. Fazei vir o dia por vós predito! Que a mesma sorte lhes advenha!
22. Tau. Que todos os seus crimes vos estejam presentes! Tratai-os como a mim me tratastes por todos os meus crimes! Porque não cessam meus gemidos, e está doente meu coração.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Salmo - 24

1. De Davi. Para vós, Senhor, elevo a minha alma.
2. Meu Deus, em vós confio: não seja eu decepcionado! Não escarneçam de mim meus inimigos!
3. Não, nenhum daqueles que esperam em vós será confundido, mas os pérfidos serão cobertos de vergonha.
4. Senhor, mostrai-me os vossos caminhos, e ensinai-me as vossas veredas.
5. Dirigi-me na vossa verdade e ensinai-me, porque sois o Deus de minha salvação e em vós eu espero sempre.
6. Lembrai-vos, Senhor, de vossas misericórdias e de vossas bondades, que são eternas.
7. Não vos lembreis dos pecados de minha juventude e dos meus delitos; em nome de vossa misericórdia, lembrai-vos de mim, por causa de vossa bondade, Senhor.
8. O Senhor é bom e reto, por isso reconduz os extraviados ao caminho reto.
9. Dirige os humildes na justiça, e lhes ensina a sua via.
10. Todos os caminhos do Senhor são graça e fidelidade, para aqueles que guardam sua aliança e seus preceitos.
11. Por amor de vosso nome, Senhor, perdoai meu pecado, por maior que seja.
12. Que advém ao homem que teme o Senhor? Deus lhe ensina o caminho que deve escolher.
13. Viverá na felicidade, e sua posteridade possuirá a terra.
14. O Senhor se torna íntimo dos que o temem, e lhes manifesta a sua aliança.
15. Meus olhos estão sempre fixos no Senhor, porque ele livrará do laço os meus pés.
16. Olhai-me e tende piedade de mim, porque estou só e na miséria.
17. Aliviai as angústias do meu coração, e livrai-me das aflições.
18. Vede minha miséria e meu sofrimento, e perdoai-me todas as faltas.
19. Vede meus inimigos, são muitos, e com ódio implacável me perseguem.
20. Defendei minha alma e livrai-me; não seja confundido eu que em vós me acolhi.
21. Protejam-me a inocência e a integridade, porque espero em vós, Senhor.
22. Ó Deus, livrai Israel de todas as suas angústias.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eclesiástico - 17

1. Deus criou o homem da terra, formou-o segundo a sua própria imagem;
2. e o fez de novo voltar à terra. Revestiu-o de força segundo a sua natureza;
3. determinou-lhe uma época e um número de dias. Deu-lhe domínio sobre tudo o que está na terra.
4. Fê-lo temido por todos os seres vivos, fê-lo senhor dos animais e dos pássaros.
5. De sua própria substância, deu-lhe uma companheira semelhante a ele, com inteligência, língua, olhos, ouvidos, e juízo para pensar; cumulou-os de saber e inteligência.
6. Criou neles a ciência do espírito, encheu-lhes o coração de sabedoria, e mostrou-lhes o bem e o mal.
7. Pôs o seu olhar nos seus corações para mostrar-lhes a majestade de suas obras,
8. a fim de que celebrassem a santidade do seu nome, e o glorificassem por suas maravilhas, apregoando a magnificência de suas obras.
9. Deu-lhes, além disso, a instrução, deu-lhes a posse da lei da vida;
10. concluiu com eles um pacto eterno, e revelou-lhes a justiça de seus preceitos.
11. Viram com os próprios olhos as maravilhas da sua glória, seus ouvidos ouviram a majestade de sua voz: Guardai-vos, disse-lhes ele, de toda a iniqüidade.
12. Impôs a cada um (deveres) para com o próximo.
13. O proceder deles lhe está sempre diante dos olhos, nada lhe escapa.
14. Pôs um príncipe à testa de cada povo;
15. Israel, porém, foi visivelmente o quinhão do próprio Deus.
16. Todas as suas obras lhe são claras como o sol, e seus olhos observam sem cessar o seu proceder.
17. As leis de Deus não são eclipsadas pela iniqüidade deles, e todos os pecados que cometem estão diante do Senhor.
18. A esmola do homem é para ele como um selo, e ele conserva a beneficência do homem como a pupila dos olhos.
19. Depois se levantará para dar a cada um o que lhe é devido, e fá-los-á voltar às profundezas da terra.
20. Aos penitentes, porém, abre o caminho da justiça: conforta os desfalecidos, e conserva-lhes a verdade como destino.
21. Converte-te ao Senhor, abandona os teus pecados.
22. Ora diante dele e diminui as ocasiões de pecado.
23. Volta para o Senhor, afasta-te de tua injustiça, e detesta o que causa horror a Deus.
24. Conhece a justiça e os juízos de Deus; permanece firme no estado em que ele te colocou, e na oração constante ao Altíssimo.
25. Anda na companhia do povo santo, com os que vivem e proclamam a glória de Deus.
26. Não te detenhas no erro dos ímpios, louva a Deus antes da morte;
27. após a morte nada mais há, o louvor terminou. Glorifica a Deus enquanto viveres; glorifica-o enquanto tiveres vida e saúde; louva a Deus e glorifica-o em suas misericórdias.
28. Quão grande é a misericórdia do Senhor, e o perdão que concede àqueles que para ele se voltam!
29. Pois não se pode encontrar tudo nos homens, porque os homens não são imortais, e se comprazem na vaidade e na malícia.
30. O que há de mais luminoso do que o sol? E, entretanto, ele tem eclipses. O que há de mais criminoso do que os pensamentos da carne e do sangue? Ora, isso será castigado.
31. O sol contempla a multidão dos astros do céu, enquanto que todos os homens são apenas terra e cinza.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Efésios, 6

1. Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo.
2. O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe,
3. para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra (Dt 5,16).
4. Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.
5. Servos, obedecei aos vossos senhores temporais, com temor e solicitude, de coração sincero, como a Cristo,
6. não por mera ostentação, só para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, que fazem de bom grado a vontade de Deus.
7. Servi com dedicação, como servos do Senhor e não dos homens.
8. E estai certos de que cada um receberá do Senhor a recompensa do bem que tiver feito, quer seja escravo quer livre.
9. Senhores, procedei também assim com os servos. Deixai as ameaças. E tende em conta que o Senhor está no céu, Senhor tanto deles como vosso, que não faz distinção de pessoas.
10. Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder.
11. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio.
12. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares.
13. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.
14. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça,
15. e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz.
16. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
17. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.
18. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.
19. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho,
20. do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever!
21. E para que também vós estejais a par da minha situação e do que faço aqui, Tíquico, o irmão muito amado e fiel ministro no Senhor, vos informará de tudo.
22. Eu vo-lo envio precisamente para isto: para que sejais informados do que se passa conosco e para que ele conforte os vossos corações.
23. Paz aos irmãos, amor e fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
24. A graça esteja com todos os que amam nosso Senhor Jesus Cristo com amor inalterável e eterno.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Santos - Fonte e Origem da Renovação da Igreja

São Vicente,

Um santo amado e citado por muitos santos, como Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Prudêncio e outros que trouxeram à tona o testemunho desse grande diácono e mártir da Igreja.

Nasceu na Espanha, em Huesca, no século terceiro. De uma família muito distinta e conhecida por todos, ele escolheu ser cristão e, assim, viver a santidade.

Vicente viveu num período muito difícil da Igreja. Um tempo em que Diocleciano e Maximiano – imperadores –, começaram a perseguir os cristãos e forçar muitos a se declararem a favor dos deuses; caso contrário, seriam martirizados. O santo de hoje foi um dos que fez a opção por Jesus.

Ele era um grande pregador da Palavra, mais do que isso, buscava viver a Palavra que pregava, esta que é, antes de tudo, Cristo Jesus, o Santo dos Santos, o nosso modelo, o nosso Senhor e Salvador. Diante das ameaças do governador Darciano, ele não recusou a se dizer cristão e fiel ao Senhor.

Os tormentos o perseguiram. Foi um martírio lento, sempre com o objetivo de vencê-lo para que Darciano se desse como herói diante do Cristianismo, mas também com o objetivo de levar São Vicente a renunciar a própria fé, a sacrificar aos deuses. Fiel a Deus e sustentado pela oração, diante de si ele tinha o seu grande amor: Deus. Sendo assim, ele for martirizado aos poucos, até mesmo levado à grelha, tendo seu corpo dilacerado, jogado numa prisão e, por fim, Darciano deixou-o num leito pedindo que cuidassem dele. Ali, sim, ele foi visitado por outros cristãos e entregou-se a Deus.

São Vicente tornou-se modelo para todos os cristãos e também padroeiro principal do patriarcado de Lisboa e também da diocese de Faro.

São Vicente, rogai por nós!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Salmo, 101

1. Prece de um aflito que desabafa sua angústia diante do Senhor.
2. Senhor, ouvi a minha oração, e chegue até vós o meu clamor.
3. Não oculteis de mim a vossa face no dia de minha angústia. Inclinai para mim o vosso ouvido. Quando vos invocar, acudi-me prontamente,
4. porque meus dias se dissipam como a fumaça, e como um tição consomem-se os meus ossos.
5. Queimando como erva, meu coração murcha, até me esqueço de comer meu pão.
6. A violência de meus gemidos faz com que se me peguem à pele os ossos.
7. Assemelho-me ao pelicano do deserto, sou como a coruja nas ruínas.
8. Perdi o sono e gemo, como pássaro solitário no telhado.
9. Insultam-me continuamente os inimigos, em seu furor me atiram imprecações.
10. Como cinza do mesmo modo que pão, lágrimas se misturam à minha bebida,
11. devido à vossa cólera indignada, pois me tomastes para me lançar ao longe.
12. Os meus dias se esvaecem como a sombra da noite e me vou murchando como a relva.
13. Vós, porém, Senhor, sois eterno, e vosso nome subsiste em todas as gerações.
14. Levantai-vos, pois, e sede propício a Sião; é tempo de compadecer-vos dela, chegou a hora...
15. porque vossos servos têm amor aos seus escombros e se condoem de suas ruínas.
16. E as nações pagãs reverenciarão o vosso nome, Senhor, e os reis da terra prestarão homenagens à vossa glória.
17. Quando o Senhor tiver reconstruído Sião, e aparecido em sua glória,
18. quando ele aceitar a oração dos desvalidos e não mais rejeitar as suas súplicas,
19. escrevam-se estes fatos para a geração futura, e louve o Senhor o povo que há de vir,
20. porque o Senhor olhou do alto de seu santuário, do céu ele contemplou a terra;
21. para escutar os gemidos dos cativos, para livrar da morte os condenados;
22. para que seja aclamado em Sião o nome do Senhor, e em Jerusalém o seu louvor,
23. no dia em que se hão de reunir os povos, e os reinos para servir o Senhor.
24. Deus esgotou-me as forças no meio do caminho, abreviou-me os dias.
25. Meu Deus, peço, não me leveis no meio da minha vida, vós cujos anos são eternos.
26. No começo criastes a terra, e o céu é obra de vossas mãos.
27. Um e outro passarão, enquanto vós ficareis. Tudo se acaba pelo uso como um traje. Como uma veste, vós os substituís e eles hão de sumir.
28. Mas vós permaneceis o mesmo e vossos anos não têm fim.
29. Os filhos de vossos servos habitarão seguros, e sua posteridade se perpetuará diante de vós.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz Novo Ano - 2012

1. Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo.
2. O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe,
3. para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra (Dt 5,16).
4. Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.
5. Servos, obedecei aos vossos senhores temporais, com temor e solicitude, de coração sincero, como a Cristo,
6. não por mera ostentação, só para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, que fazem de bom grado a vontade de Deus.
7. Servi com dedicação, como servos do Senhor e não dos homens.
8. E estai certos de que cada um receberá do Senhor a recompensa do bem que tiver feito, quer seja escravo quer livre.
9. Senhores, procedei também assim com os servos. Deixai as ameaças. E tende em conta que o Senhor está no céu, Senhor tanto deles como vosso, que não faz distinção de pessoas.
10. Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder.
11. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio.
12. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares.
13. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.
14. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça,
15. e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz.
16. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
17. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.
18. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.
19. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho,
20. do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever!
21. E para que também vós estejais a par da minha situação e do que faço aqui, Tíquico, o irmão muito amado e fiel ministro no Senhor, vos informará de tudo.
22. Eu vo-lo envio precisamente para isto: para que sejais informados do que se passa conosco e para que ele conforte os vossos corações.
23. Paz aos irmãos, amor e fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
24. A graça esteja com todos os que amam nosso Senhor Jesus Cristo com amor inalterável e eterno.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sabedoria XI

1. Pela mão de um santo profeta aplanou suas dificuldades;
2. eles atravessaram um deserto inabitado, e levantaram suas tendas em lugares ermos;
3. resistiram aos que os atacavam, e repeliram seus inimigos.
4. Tiveram sede e clamaram a vós: do rochedo abrupto a água lhes foi dada, e da pedra seca estancaram sua sede.
5. Porque os elementos que tinham servido para punir seus inimigos, foram-lhes dados, na sua necessidade, como benefício:
6. em lugar das ondas de um rio perene turvadas por uma lama de sangue,
7. pela punição do decreto que consagrava crianças à morte, vós lhes destes, de maneira inesperada, água em abundância,
8. mostrando-lhes, pela sede que então sofreram, como punistes seus inimigos.
9. Por isso, tratados com piedade na sua provação, reconheceram quanto deviam ter sofrido os ímpios, julgados com ira.
10. A estes provastes como um pai que corrige, mas a outros provastes como um rei severo que condena.
11. Tanto estando longe como perto, a dor os consumiu da mesma forma,
12. porque tiveram um segundo para se entristecer e gemer à lembrança dos males passados.
13. Compreendendo, com efeito, que o que era para eles castigo, era para outros ocasião de benefício, sentiram a mão do Senhor;
14. e aquele que, outrora exposto e abandonado, tinham repelido com zombaria, admiraram-no finalmente, porque sofreram uma sede diferente da sede do justo.
15. Por outro lado, para os punir dos loucos pensamentos de sua perversidade, que os faziam extraviar-se na adoração de répteis irracionais e de vis animais, enviastes contra eles uma multidão de animais estúpidos,
16. a fim de que compreendessem que por onde cada um peca, será punido.
17. Não era difícil à vossa mão todo-poderosa, que formou o mundo de matéria informe, mandar contra eles bandos de ursos e de leões ferozes,
18. ou animais desconhecidos e duma nova espécie, cheios de furor, exalando um hálito inflamado, ou espalhando um fumo infecto, ou lançando de seus olhos faíscas terríveis,
19. capazes não só de os exterminar com seus golpes, mas ainda de os matar de terror só pelo seu aspecto.
20. E, mesmo sem isso, eles poderiam perecer por um sopro, perseguidos pela justiça e arrebatados pelo vento de vosso poder; mas, dispusestes tudo com medida, quantidade e peso,
21. porque sempre vos é possível mostrar vosso poder imenso, e quem poderá resistir à força de vosso braço?
22. Diante de vós o mundo inteiro é como um nada, que faz pender a balança, ou como uma gota de orvalho, que desce de madrugada sobre a terra.
23. Tendes compaixão de todos, porque vós podeis tudo; e para que se arrependam, fechais os olhos aos pecados dos homens.
24. Porque amais tudo que existe, e não odiais nada do que fizestes, porquanto, se o odiásseis, não o teríeis feito de modo algum.
25. Como poderia subsistir qualquer coisa, se não o tivésseis querido, e conservar a existência, se por vós não tivesse sido chamada?
26. Mas poupais todos os seres, porque todos são vossos, ó Senhor, que amais a vida.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sabedoria X

 1.O primeiro homem, o pai do mundo, que foi criado sozinho, foi a Sabedoria que cuidou dele, tirou-o de seu próprio pecado,2.e deu-lhe o poder de reinar sobre todas as coisas.3.E porque o perverso, na sua ira, dela se afastou, pereceu depois de seu furor fratricida.4.E estando a terra submersa por causa dele pelo dilúvio, a Sabedoria de novo o salvou, conduzindo o justo num lenho sem valor.5.E quando as nações unânimes caíram no mal, foi ela que distinguiu o justo, o manteve irrepreensível diante de Deus, e lhe deu a força para vencer sua ternura pelo seu filho.6.Foi ela que, quando do aniquilamento dos ímpios, salvou o justo, subtraindo-o ao fogo que descera sobre a Pentápole, 7.cuja perversidade ainda no presente é testemunhada por uma terra fumegante e deserta, onde as árvores carregam frutos incapazes de amadurecer, e onde está erigida uma coluna de sal, memorial de uma alma incrédula.8.Porque aqueles que desprezaram a Sabedoria, não somente se prejudicaram em ignorar o bem, mas ainda deixaram aos homens um testemunho de sua loucura, para que seus pecados não fossem esquecidos. 9.Quanto aos que a honram, a Sabedoria os liberta de sofrimentos;10.foi ela que guiou por caminhos retos o justo que fugia à ira de seu irmão; mostrou-lhe o reino de Deus, e deu-lhe o conhecimento das coisas santas; ajudou-o nos seus trabalhos, e fez frutificar seus esforços; 11.cuidou dele contra ávidos opressores e o fez conquistar riquezas; 12.ela o protegeu contra seus inimigos e o defendeu dos que lhe armavam ciladas; e no duro combate, deu-lhe vitória, a fim de que ele soubesse quanto a piedade é mais forte que tudo. 13.Ela não abandonou o justo vendido, mas preservou-o do pecado. 14.Desceu com ele à prisão, e não o abandonou nas suas cadeias, até que lhe trouxe o cetro do reino e o poder sobre os que o tinham oprimido; revelou-lhe a mentira de seus acusadores, e conferiu-lhe uma glória eterna.15.Foi ela que livrou das nações que o tiranizavam, o povo santo e a raça irrepreensível; 16.entrou na alma do servo de Deus, e se opôs, com sinais e prodígios, a reis temíveis.17.Deu aos santos o galardão de seus trabalhos, conduziu-os por um caminho miraculoso; durante o dia serviu-lhes de proteção, e deu-lhes a luz dos astros, durante a noite. 18.Fê-los atravessar o mar Vermelho, e deu-lhes passagem através da massa das águas,19.ao passo que engoliu seus inimigos, e depois os tirou das profundezas do abismo.20.Também os justos, depois de despojados os ímpios, celebraram, Senhor, vosso santo nome, e louvaram, unidos num só coração, vossa mão protetora,21.porque a Sabedoria abriu a boca aos mudos, e tornou eloqüente a língua das crianças.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Filipenses, 2

1. Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão,
2. completai a minha alegria, permanecendo unidos. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos.
3. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos.
4. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros.
5. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus.
6. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus,
7. mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens.
8. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes,
10. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos.
11. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.
12. Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor, não só como quando eu estava entre vós, mas muito mais agora na minha ausência.
13. Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar.
14. Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas,
15. a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo,
16. a ostentar a palavra da vida. Dessa forma, no dia de Cristo, sentirei alegria em não ter corrido em vão, em não ter trabalhado em vão.
17. Ainda que tenha de derramar o meu sangue sobre o sacrifício em homenagem à vossa fé, eu me alegro e vos felicito.
18. Vós outros, também, alegrai-vos e regozijai-vos comigo.
19. Espero no Senhor Jesus enviar-vos dentro em breve Timóteo, para que me traga notícias vossas e eu me sinta reconfortado.
20. Pois não há ninguém como ele, tão unido comigo em sentimento, que com tão sincera afeição se interesse por vós.
21. Todos os demais buscam os próprios interesses e não os de Jesus Cristo.
22. Quanto a ele, conheceis a sua inabalável fidelidade: tal como um filho ao pai, ele se dedica, comigo, ao serviço do Evangelho.
23. É ele que eu pretendo enviar-vos, logo que eu puder entrever o desfecho da minha causa.
24. Aliás, confio no Senhor que também eu irei visitar-vos em breve.
25. Julguei necessário enviar-vos nosso irmão Epafrodito, meu companheiro de labor e de lutas, que designastes para assistir-me em minhas necessidades.
26. Ele estava com saudades de todos vós e visivelmente preocupado, por terdes tido notícia da sua doença.
27. De fato esteve mal, às portas da morte! Mas Deus teve compaixão dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse aflição sobre aflição.
28. Esta é a razão por que procurei enviá-lo antes, para que, vendo-o, novamente vos alegreis e eu também fique menos preocupado.
29. Portanto, acolhei-o no Senhor com toda a alegria e tratai com grande estima homens assim.
30. Porque foi pela causa de Cristo que esteve próximo da morte, e arriscou a própria vida, para prestar-me os serviços que vós não podíeis prestar em pessoa.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Apocalipse, 20

1. Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema.
2. Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos.
3. Atirou-o no abismo, que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações, até que se completassem mil anos. Depois disso, ele deve ser solto por um pouco de tempo.
4. Vi também tronos, sobre os quais se assentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e todos aqueles que não tinham adorado a Fera ou sua imagem, que não tinham recebido o seu sinal na fronte nem nas mãos. Eles viveram uma vida nova e reinaram com Cristo por mil anos.
5. (Os outros mortos não tornaram à vida até que se completassem os mil anos.) Esta é a primeira ressurreição.
6. Feliz e santo é aquele que toma parte na primeira ressurreição! Sobre eles a segunda morte não tem poder, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo: reinarão com ele durante os mil anos.
7. Depois de se completarem mil anos, Satanás será solto da prisão.
8. Sairá dela para seduzir as nações dos quatro cantos da terra (Gog e Magog) e reuni-las para o combate. Serão numerosas como a areia do mar.
9. Subiram à superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos e a cidade querida. Mas desceu um fogo dos céus e as devorou.
10. O Demônio, sedutor delas, foi lançado num lago de fogo e de enxofre, onde já estavam a Fera e o falso profeta, e onde serão atormentados, dia e noite, pelos séculos dos séculos.
11. Vi, então, um grande trono branco e aquele que nele se assentava. Os céus e a terra fugiram de sua face, e já não se achou lugar para eles.
12. Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras.
13. O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo, a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo as suas obras.
14. A morte e a morada subterrânea foram lançadas no tanque de fogo. A segunda morte é esta: o tanque de fogo.
15. Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

I Coríntios, 6

1. Quando algum de vós tem litígio contra outro, como é que se atreve a pedir justiça perante os injustos, em vez de recorrer aos (irmãos) santos?
2. Não sabeis que os santos julgarão o mundo? E, se o mundo há de ser julgado por vós, seríeis indignos de julgar os processos de mínima importância?
3. Não sabeis que julgaremos os anjos? Quanto mais as pequenas questões desta vida!
4. No entanto, quando tendes contendas desse gênero, escolheis para juízes pessoas cuja opinião é tida em nada pela Igreja.
5. Digo-o para confusão vossa. Será possível que não há entre vós um homem sábio, nem um sequer que possa julgar entre seus irmãos?
6. Mas um irmão litiga com outro irmão, e isso diante de infiéis!
7. Na verdade, já é um mal para vós o fato de terdes processos uns contra os outros. Por que não preferis sofrer injustiça? Por que não preferis ser espoliados?
8. Não! Vós é que fazeis injustiça, vós é que espoliais - e isso entre irmãos!
9. Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos,
10. nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus.
11. Ao menos alguns de vós têm sido isso. Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus.
12. Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.
13. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos: Deus destruirá tanto aqueles como este. O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo:
14. Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder.
15. Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum!
16. Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24).
17. Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito.
18. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo.
19. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?
20. Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Salmo, 67

1. Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Cântico.
2. Levanta-se Deus; eis que se dispersam seus inimigos, e fogem diante dele os que o odeiam.
3. Eles se dissipam como a fumaça, como a cera que se derrete ao fogo. Assim perecem os maus diante de Deus.
4. Os justos, porém, exultam e se rejubilam em sua presença, e transbordam de alegria.
5. Cantai à glória de Deus, cantai um cântico ao seu nome, abri caminho para o que em seu carro avança pelo deserto. Senhor é o seu nome, exultai em sua presença.
6. É o pai dos órfãos e o protetor das viúvas, esse Deus que habita num templo santo.
7. Aos abandonados Deus preparou uma casa, conduz os cativos à liberdade e ao bem-estar; só os rebeldes ficam num deserto ardente.
8. Ó Deus, quando saíeis à frente de vosso povo, quando avançáveis pelo deserto,
9. a terra tremia, os próprios céus rorejavam diante de vós, o monte Sinai estremecia na presença do Deus de Israel.
10. Sobre vossa herança fizestes cair generosa chuva, e restaurastes suas forças fatigadas.
11. Vosso rebanho fixou habitação numa terra que vossa bondade, ó Deus, lhe havia preparado.
12. Apenas o Senhor profere uma palavra, tornam-se numerosas as mulheres que anunciam a boa nova:
13. Fogem, fogem os reis dos exércitos; os habitantes partilham os despojos.
14. Enquanto entre os rebanhos repousáveis, as asas da pomba refulgiam como prata, e de ouro era o brilho de suas penas.
15. Quando o Todo-poderoso dispersava os reis, caía a neve sobre o Salmon.
16. Os montes de Basã são elevados, alcantilados são os montes de Basã.
17. Montes escarpados, por que invejais a montanha que Deus escolheu para morar, para nela estabelecer uma habitação eterna?
18. São milhares e milhares os carros de Deus: do Sinai vem o Senhor ao seu santuário.
19. Subindo nas alturas levastes os cativos; recebestes homens como tributos, aqueles que recusaram habitar com o Senhor Deus.
20. Bendito seja o Senhor todos os dias; Deus, nossa salvação, leva nossos fardos:
21. nosso Deus é um Deus que salva, da morte nos livra o Senhor Deus.
22. Sim, Deus parte a cabeça de seus inimigos, o crânio hirsuto do que persiste em seus pecados.
23. Dissera o Senhor: Ainda que seja de Basã, eu os farei voltar, eu os trarei presos das profundezas do mar,
24. para que banhes no sangue os teus pés, e a língua de teus cães receba dos inimigos seu quinhão.
25. Contemplam a vossa chegada, ó Deus, a entrada do meu Deus, do meu rei, no santuário;
26. Vêm na frente os cantores, atrás os tocadores de cítara; no meio, as jovens tocando tamborins.
27. Bendizei a Deus nas vossas assembléias, bendizei ao Senhor, filhos de Israel!
28. Eis Benjamim, o mais jovem, que vai na frente; depois os príncipes de Judá, com seus esquadrões; os príncipes de Zabulon, os príncipes de Neftali.
29. Mostrai, ó Deus, o vosso poder, esse poder com que atuastes em nosso favor.
30. Pelo vosso templo em Jerusalém, ofereçam-vos presentes os reis!
31. Reprimi a fera dos canaviais, a manada dos touros com os novilhos das nações pagãs. Que eles se prosternem com barras de prata. Dispersai as nações que se comprazem na guerra.
32. Aproximem-se os grandes do Egito, estenda a Etiópia suas mãos para Deus.
33. Reinos da terra, cantai à glória de Deus, cantai um cântico ao Senhor,
34. que é levado pelos céus, pelos céus eternos; eis que ele fala, sua voz é potente:
35. Reconhecei o poder de Deus! Sua majestade se estende sobre Israel, sua potência aparece nas nuvens.
36. De seu santuário, temível é o Deus de Israel; é ele que dá ao seu povo a força e o poder. Bendito seja Deus!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Eclesiástico XV

1. Aquele que teme a Deus praticará o bem. Aquele que exerce a justiça possuirá a sabedoria.
2. Ela virá ao seu encontro como mãe cumulada de honrarias, e o receberá como uma esposa virgem;
3. alimentá-lo-á com o pão da vida e da inteligência, e o saciará com a água salutar da sabedoria. Ela se fortalecerá nele e o tornará inabalável,
4. ela o sustentará para que não seja confundido, e o exaltará entre os seus próximos.
5. Abrir-lhe-á a boca no meio da assembléia, enchê-lo-á do espírito de sabedoria e de inteligência, e o revestirá com um manto glorioso.
6. Acumulará sobre ele um tesouro de alegria e de júbilo, e lhe dará por herança um nome eterno.
7. Os homens insensatos não a alcançarão, mas os homens de bom senso irão ao encontro dela; os insensatos não a verão, porque ela está longe do orgulho e da fraude.
8. Os mentirosos dela não se recordarão, mas os homens sinceros achar-se-ão com ela, e prosperarão até a visita de Deus.
9. O louvor não é belo na boca do pecador,
10. porque a sabedoria vem de Deus; o louvor a Deus acompanha a sabedoria, enche a boca fiel, e lhe é inspirada pelo Dominador.
11. Não digas: É por causa de Deus que ela me falta. Pois cabe a ti não fazer o que ele abomina.
12. Não digas: Foi ele que me transviou, pois que Deus não necessita dos pecadores.
13. O Senhor detesta todo o erro e toda a abominação; aqueles que o temem não amam essas coisas.
14. No princípio Deus criou o homem, e o entregou ao seu próprio juízo;
15. deu-lhe ainda os mandamentos e os preceitos.
16. Se quiseres guardar os mandamentos, e praticar sempre fielmente o que é agradável (a Deus), eles te guardarão.
17. Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares.
18. A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado,
19. porque é grande a sabedoria de Deus. Forte e poderoso, ele vê sem cessar todos os homens.
20. Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e ele conhece todo o comportamento dos homens.
21. Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar;
22. pois não deseja uma multidão de filhos infiéis e inúteis.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Evangelho de São Lucas

1. Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo.
2. Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava pessoa alguma.
3. Na mesma cidade vivia também uma viúva que vinha com freqüência à sua presença para dizer-lhe: Faze-me justiça contra o meu adversário.
4. Ele, porém, por muito tempo não o quis. Por fim, refletiu consigo: Eu não temo a Deus nem respeito os homens;
5. todavia, porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, senão ela não cessará de me molestar.
6. Prosseguiu o Senhor: Ouvis o que diz este juiz injusto?
7. Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los?
8. Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?
9. Jesus lhes disse ainda esta parábola a respeito de alguns que se vangloriavam como se fossem justos, e desprezavam os outros:
10. Subiram dois homens ao templo para orar. Um era fariseu; o outro, publicano.
11. O fariseu, em pé, orava no seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros; nem como o publicano que está ali.
12. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos os meus lucros.
13. O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!
14. Digo-vos: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.
15. Trouxeram-lhe também criancinhas, para que ele as tocasse. Vendo isto, os discípulos as repreendiam.
16. Jesus, porém, chamou-as e disse: Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas.
17. Em verdade vos declaro: quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha, nele não entrará.
18. Um homem de posição perguntou então a Jesus: Bom Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna?
19. Jesus respondeu-lhe: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão só Deus.
20. Conheces os mandamentos: não cometerás adultério; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; honrarás pai e mãe.
21. Disse ele: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade.
22. A estas palavras, Jesus lhe falou: Ainda te falta uma coisa: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.
23. Ouvindo isto, ele se entristeceu, pois era muito rico.
24. Vendo-o entristecer-se, disse Jesus: Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus!
25. É mais fácil passar o camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.
26. Perguntaram os ouvintes: Quem então poderá salvar-se?
27. Respondeu Jesus: O que é impossível aos homens é possível a Deus.
28. Pedro então disse: Vê, nós abandonamos tudo e te seguimos.
29. Jesus respondeu: Em verdade vos declaro: ninguém há que tenha abandonado, por amor do Reino de Deus, sua casa, sua mulher, seus irmãos, seus pais ou seus filhos,
30. que não receba muito mais neste mundo e no mundo vindouro a vida eterna.
31. Em seguida, Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém. Tudo o que foi escrito pelos profetas a respeito do Filho do Homem será cumprido.
32. Ele será entregue aos pagãos. Hão de escarnecer dele, ultrajá-lo, desprezá-lo;
33. bater-lhe-ão com varas e o farão morrer; e ao terceiro dia ressurgirá.
34. Mas eles nada disto compreendiam, e estas palavras eram-lhes um enigma cujo sentido não podiam entender.
35. Ao aproximar-se Jesus de Jericó, estava um cego sentado à beira do caminho, pedindo esmolas.
36. Ouvindo o ruído da multidão que passava, perguntou o que havia.
37. Responderam-lhe: É Jesus de Nazaré, que passa.
38. Ele então exclamou: Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!
39. Os que vinham na frente repreendiam-no rudemente para que se calasse. Mas ele gritava ainda mais forte: Filho de Davi, tem piedade de mim!
40. Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Chegando ele perto, perguntou-lhe:
41. Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu veja.
42. Jesus lhe disse: Vê! Tua fé te salvou.
43. E imediatamente ficou vendo e seguia a Jesus, glorificando a Deus. Presenciando isto, todo o povo deu glória a Deus.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Eclesiástico VIII

1. Não disputes com um homem poderoso, para que não caias em suas mãos.
2. Não tenhas desavença com um rico, para não acontecer que ele te mova um processo;
3. pois o ouro e a prata perderam a muitos, e o poder deles chega até a transviar o coração de um rei.
4. Não tenhas desavença com um grande falador, e não amontoes lenha em sua fogueira.
5. Não convivas com um homem mal-educado, para não acontecer que ele fale mal de teus antepassados.
6. Não desprezes um homem que renuncia ao pecado, não lhe dirijas censuras; lembra-te de que todos merecemos o castigo.
7. Não desprezes um ancião, pois alguns dentre nós também envelheceremos.
8. Não te alegres com a morte de teu inimigo, pois sabes que todos morreremos, e não queremos que com isso se regozijem.
9. Não desprezes o que contarem os velhos sábios, mas entretém-te com suas palavras,
10. pois é com eles que aprenderás a sabedoria, os ensinamentos da inteligência, e a arte de servir irrepreensivelmente os poderosos.
11. Não desprezes os ensinamentos dos anciãos, pois eles os aprenderam com seus pais.
12. Estudarás com eles o conhecimento e a arte de responder com oportunidade.
13. Não acendas os tições dos pecadores, repreendendo-os, para não acontecer que te queimes nas chamas dos seus pecados.
14. Não resistas perante um insolente, para que ele não arme ciladas às tuas palavras.
15. Não emprestes dinheiro a alguém mais poderoso do que tu, pois, se lhe emprestares, considera-o perdido.
16. Não prestes fiança a outrem além de tuas posses, pois se o fizeres, considera-te na obrigação de pagá-la.
17. Não julgues (o procedimento) de um juiz, pois ele julga conforme a eqüidade.
18. Não enveredes por um caminho com um audacioso, para não acontecer que ele faça recair sobre ti seus delitos; pois ele só age segundo o seu capricho, e por causa de sua loucura perecerás com ele.
19. Não tenhas desavença com um homem irascível; não vás para o deserto com um audacioso, porque para ele nada vale o sangue, e ele te destruirá quando te achares sem socorro.
20. Não deliberes com loucos, pois só amam o que lhes agrada.
21. Nada resolvas perante um estranho, pois não sabes o que ele pode imaginar.
22. Não abras teu coração a qualquer homem, para não acontecer que recebas uma falsa amizade, e, além disso, ultrajes.

sábado, 22 de outubro de 2011

Jó - I

1. Havia, na terra de Hus, um homem chamado Jó, íntegro, reto, que temia a Deus e fugia do mal.
2. Nasceram-lhe sete filhos e três filhas.
3. Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas jumentas e uma grande quantidade de escravos. Este homem era o mais considerado entre todos os homens do Oriente.
4. Seus filhos tinham o costume de ir à casa uns dos outros, alternadamente, para se banquetearem e convidavam suas três irmãs para comerem e beberem com eles.
5. Quando acabava a série dos dias de banquetes, Jó mandava chamar seus filhos para purificá-los e, na manhã do dia seguinte, oferecia um holocausto por intenção de cada um deles: porque, dizia ele, talvez meus filhos tenham pecado e amaldiçoado Deus nos seus corações. Assim fazia Jó cada vez.
6. Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles.
7. O Senhor disse-lhe: De onde vens tu? Andei dando volta pelo mundo, disse Satanás, e passeando por ele.
8. O Senhor disse-lhe: Notaste o meu servo Jó? Não há ninguém igual a ele na terra: íntegro, reto, temente a Deus, afastado do mal.
9. Mas Satanás respondeu ao Senhor: É a troco de nada que Jó teme a Deus?
10. Não cercaste como de uma muralha a sua pessoa, a sua casa e todos os seus bens? Abençoas tudo quanto ele faz e seus rebanhos cobrem toda a região.
11. Mas estende a tua mão e toca em tudo o que ele possui; juro-te que te amaldiçoará na tua face.
12. Pois bem!, respondeu o Senhor. Tudo o que ele tem está em teu poder; mas não estendas a tua mão contra a sua pessoa. E Satanás saiu da presença do Senhor.
13. Ora, um dia em que os filhos e filhas de Jó estavam à mesa e bebiam vinho em casa do seu irmão mais velho,
14. um mensageiro veio dizer a Jó: Os bois lavravam e as jumentas pastavam perto deles.
15. De repente, apareceram os sabeus e levaram tudo; e passaram à espada os escravos. Só eu consegui escapar para te trazer a notícia.
16. Estando ele ainda a falar, veio outro e disse: O fogo de Deus caiu do céu; queimou, consumiu as ovelhas e os escravos. Só eu consegui escapar para te trazer a notícia.
17. Ainda este falava, e eis que chegou outro e disse: Os caldeus, divididos em três bandos, lançaram-se sobre os camelos e os levaram. Passaram a fio de espada os escravos. Só eu consegui escapar para te trazer a notícia!
18. Ainda este estava falando e eis que entrou outro, e disse: Teus filhos e filhas estavam comendo e bebendo vinho em casa do irmão mais velho,
19. quando um furacão se levantou de repente do deserto, abalou os quatro cantos da casa e esta desabou sobre os jovens. Morreram todos. Só eu consegui escapar para te trazer a notícia.
20. Jó então se levantou, rasgou o manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prosternado por terra,
21. disse: Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!
22. Em tudo isso, Jó não cometeu pecado algum, nem proferiu contra Deus blasfêmia alguma.

domingo, 16 de outubro de 2011

Salmos, 79

1. Ao mestre de canto. Conforme: A lei é como os lírios. Salmo de Asaf.
2. Escutai, ó pastor de Israel, vós que levais José como um rebanho.
3. Vós que assentais acima dos querubins, mostrai vosso esplendor em presença de Efraim, Benjamim e Manassés. Despertai vosso poder, e vinde salvar-nos.
4. Restaurai-nos, ó Senhor; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos.
5. Ó Deus dos exércitos, até quando vos irritareis contra o vosso povo em oração?
6. Vós o nutristes com o pão das lágrimas, e o fizestes sorver um copioso pranto.
7. Vós nos tornastes uma presa disputada dos vizinhos: os inimigos zombam de nós.
8. Restaurai-nos, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos.
9. Uma vinha do Egito vós arrancastes; expulsastes povos para a replantar.
10. O solo vós lhes preparastes; ela lançou raízes nele e se espalhou na terra.
11. As montanhas se cobriram com sua sombra, seus ramos ensombraram os cedros de Deus.
12. Até o mar ela estendeu sua ramagem, e até o rio os seus rebentos.
13. Por que derrubastes os seus muros, de sorte que os passantes a vindimem,
14. e a devaste o javali do mato, e sirva de pasto aos animais do campo?
15. Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha.
16. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou.
17. Aqueles que a queimaram e cortaram pereçam em vossa presença ameaçadora.
18. Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, sobre o homem que haveis fortificado.
19. E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos.
20. Restaurai-nos, Senhor, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos.