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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Efésios, Capítulo 6

1. Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo. 2. O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe, 3. para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra (Dt 5,16). 4. Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor. 5. Servos, obedecei aos vossos senhores temporais, com temor e solicitude, de coração sincero, como a Cristo, 6. não por mera ostentação, só para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, que fazem de bom grado a vontade de Deus. 7. Servi com dedicação, como servos do Senhor e não dos homens. 8. E estai certos de que cada um receberá do Senhor a recompensa do bem que tiver feito, quer seja escravo quer livre. 9. Senhores, procedei também assim com os servos. Deixai as ameaças. E tende em conta que o Senhor está no céu, Senhor tanto deles como vosso, que não faz distinção de pessoas. 10. Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. 11. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. 12. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. 13. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. 14. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, 15. e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. 16. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. 18. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. 19. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20. do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever! 21. E para que também vós estejais a par da minha situação e do que faço aqui, Tíquico, o irmão muito amado e fiel ministro no Senhor, vos informará de tudo. 22. Eu vo-lo envio precisamente para isto: para que sejais informados do que se passa conosco e para que ele conforte os vossos corações. 23. Paz aos irmãos, amor e fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. 24. A graça esteja com todos os que amam nosso Senhor Jesus Cristo com amor inalterável e eterno.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Efésios, Capítulo 6


1. Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo. 2. O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe, 3. para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra (Dt 5,16). 4. Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor. 5. Servos, obedecei aos vossos senhores temporais, com temor e solicitude, de coração sincero, como a Cristo, 6. não por mera ostentação, só para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, que fazem de bom grado a vontade de Deus. 7. Servi com dedicação, como servos do Senhor e não dos homens. 8. E estai certos de que cada um receberá do Senhor a recompensa do bem que tiver feito, quer seja escravo quer livre. 9. Senhores, procedei também assim com os servos. Deixai as ameaças. E tende em conta que o Senhor está no céu, Senhor tanto deles como vosso, que não faz distinção de pessoas. 10. Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. 11. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. 12. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. 13. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. 14. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, 15. e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. 16. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. 18. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. 19. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20. do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever! 21. E para que também vós estejais a par da minha situação e do que faço aqui, Tíquico, o irmão muito amado e fiel ministro no Senhor, vos informará de tudo. 22. Eu vo-lo envio precisamente para isto: para que sejais informados do que se passa conosco e para que ele conforte os vossos corações. 23. Paz aos irmãos, amor e fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
24. A graça esteja com todos os que amam nosso Senhor Jesus Cristo com amor inalterável e eterno.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Efésios, Capítulo 6


1. Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo. 2. O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe, 3. para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra (Dt 5,16). 4. Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor. 5. Servos, obedecei aos vossos senhores temporais, com temor e solicitude, de coração sincero, como a Cristo, 6. não por mera ostentação, só para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, que fazem de bom grado a vontade de Deus. 7. Servi com dedicação, como servos do Senhor e não dos homens. 8. E estai certos de que cada um receberá do Senhor a recompensa do bem que tiver feito, quer seja escravo quer livre. 9. Senhores, procedei também assim com os servos. Deixai as ameaças. E tende em conta que o Senhor está no céu, Senhor tanto deles como vosso, que não faz distinção de pessoas. 10. Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. 11. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. 12. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. 13. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. 14. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, 15. e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. 16. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. 18. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. 19. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20. do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever! 21. E para que também vós estejais a par da minha situação e do que faço aqui, Tíquico, o irmão muito amado e fiel ministro no Senhor, vos informará de tudo. 22. Eu vo-lo envio precisamente para isto: para que sejais informados do que se passa conosco e para que ele conforte os vossos corações. 23. Paz aos irmãos, amor e fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
24. A graça esteja com todos os que amam nosso Senhor Jesus Cristo com amor inalterável e eterno.

Fonte: Bíblia Ave Maria

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Efésios, Capítulo 6

1. Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo. 2. O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe, 3. para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra (Dt 5,16). 4. Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor. 5. Servos, obedecei aos vossos senhores temporais, com temor e solicitude, de coração sincero, como a Cristo, 6. não por mera ostentação, só para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, que fazem de bom grado a vontade de Deus. 7. Servi com dedicação, como servos do Senhor e não dos homens. 8. E estai certos de que cada um receberá do Senhor a recompensa do bem que tiver feito, quer seja escravo quer livre. 9. Senhores, procedei também assim com os servos. Deixai as ameaças. E tende em conta que o Senhor está no céu, Senhor tanto deles como vosso, que não faz distinção de pessoas. 10. Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. 11. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. 12. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. 13. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. 14. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, 15. e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. 16. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. 17. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. 18. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. 19. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20. do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoá-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever! 21. E para que também vós estejais a par da minha situação e do que faço aqui, Tíquico, o irmão muito amado e fiel ministro no Senhor, vos informará de tudo. 22. Eu vo-lo envio precisamente para isto: para que sejais informados do que se passa conosco e para que ele conforte os vossos corações. 23. Paz aos irmãos, amor e fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
24. A graça esteja com todos os que amam nosso Senhor Jesus Cristo com amor inalterável e eterno. 

Fonte: Bíblia Ave Maria

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Salmo, 67

1. Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Cântico.
2. Levanta-se Deus; eis que se dispersam seus inimigos, e fogem diante dele os que o odeiam.
3. Eles se dissipam como a fumaça, como a cera que se derrete ao fogo. Assim perecem os maus diante de Deus.
4. Os justos, porém, exultam e se rejubilam em sua presença, e transbordam de alegria.
5. Cantai à glória de Deus, cantai um cântico ao seu nome, abri caminho para o que em seu carro avança pelo deserto. Senhor é o seu nome, exultai em sua presença.
6. É o pai dos órfãos e o protetor das viúvas, esse Deus que habita num templo santo.
7. Aos abandonados Deus preparou uma casa, conduz os cativos à liberdade e ao bem-estar; só os rebeldes ficam num deserto ardente.
8. Ó Deus, quando saíeis à frente de vosso povo, quando avançáveis pelo deserto,
9. a terra tremia, os próprios céus rorejavam diante de vós, o monte Sinai estremecia na presença do Deus de Israel.
10. Sobre vossa herança fizestes cair generosa chuva, e restaurastes suas forças fatigadas.
11. Vosso rebanho fixou habitação numa terra que vossa bondade, ó Deus, lhe havia preparado.
12. Apenas o Senhor profere uma palavra, tornam-se numerosas as mulheres que anunciam a boa nova:
13. Fogem, fogem os reis dos exércitos; os habitantes partilham os despojos.
14. Enquanto entre os rebanhos repousáveis, as asas da pomba refulgiam como prata, e de ouro era o brilho de suas penas.
15. Quando o Todo-poderoso dispersava os reis, caía a neve sobre o Salmon.
16. Os montes de Basã são elevados, alcantilados são os montes de Basã.
17. Montes escarpados, por que invejais a montanha que Deus escolheu para morar, para nela estabelecer uma habitação eterna?
18. São milhares e milhares os carros de Deus: do Sinai vem o Senhor ao seu santuário.
19. Subindo nas alturas levastes os cativos; recebestes homens como tributos, aqueles que recusaram habitar com o Senhor Deus.
20. Bendito seja o Senhor todos os dias; Deus, nossa salvação, leva nossos fardos:
21. nosso Deus é um Deus que salva, da morte nos livra o Senhor Deus.
22. Sim, Deus parte a cabeça de seus inimigos, o crânio hirsuto do que persiste em seus pecados.
23. Dissera o Senhor: Ainda que seja de Basã, eu os farei voltar, eu os trarei presos das profundezas do mar,
24. para que banhes no sangue os teus pés, e a língua de teus cães receba dos inimigos seu quinhão.
25. Contemplam a vossa chegada, ó Deus, a entrada do meu Deus, do meu rei, no santuário;
26. Vêm na frente os cantores, atrás os tocadores de cítara; no meio, as jovens tocando tamborins.
27. Bendizei a Deus nas vossas assembléias, bendizei ao Senhor, filhos de Israel!
28. Eis Benjamim, o mais jovem, que vai na frente; depois os príncipes de Judá, com seus esquadrões; os príncipes de Zabulon, os príncipes de Neftali.
29. Mostrai, ó Deus, o vosso poder, esse poder com que atuastes em nosso favor.
30. Pelo vosso templo em Jerusalém, ofereçam-vos presentes os reis!
31. Reprimi a fera dos canaviais, a manada dos touros com os novilhos das nações pagãs. Que eles se prosternem com barras de prata. Dispersai as nações que se comprazem na guerra.
32. Aproximem-se os grandes do Egito, estenda a Etiópia suas mãos para Deus.
33. Reinos da terra, cantai à glória de Deus, cantai um cântico ao Senhor,
34. que é levado pelos céus, pelos céus eternos; eis que ele fala, sua voz é potente:
35. Reconhecei o poder de Deus! Sua majestade se estende sobre Israel, sua potência aparece nas nuvens.
36. De seu santuário, temível é o Deus de Israel; é ele que dá ao seu povo a força e o poder. Bendito seja Deus!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sabedoria XIII

1. São insensatos por natureza todos os que desconheceram a Deus, e, através dos bens visíveis, não souberam conhecer Aquele que é, nem reconhecer o Artista, considerando suas obras.
2. Tomaram o fogo, ou o vento, ou o ar agitável, ou a esfera estrelada, ou a água impetuosa, ou os astros dos céus, por deuses, regentes do mundo.
3. Se tomaram essas coisas por deuses, encantados pela sua beleza, saibam, então, quanto seu Senhor prevalece sobre elas, porque é o criador da beleza que fez estas coisas.
4. Se o que os impressionou é a sua força e o seu poder, que eles compreendam, por meio delas, que seu criador é mais forte;
5. pois é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece o seu autor.
6. Contudo, estes só incorrem numa ligeira censura, porque, talvez, eles caíram no erro procurando Deus e querendo encontrá-lo:
7. vivendo entre suas obras, eles as observam com cuidado, e porque eles as consideram belas, deixam-se seduzir pelo seu aspecto.
8. Ainda uma vez, entretanto, eles não são desculpáveis,
9. porque, se eles possuíram luz suficiente para poder perscrutar a ordem do mundo, como não encontraram eles mais facilmente aquele que é seu Senhor?
10. Mas são desgraçados e esperam em mortos, aqueles que chamaram de deuses a obras de mãos humanas: o ouro, a prata, artisticamente trabalhados, figuras de animais, alguma pedra inútil, a que, outrora, certa mão deu forma.
11. Assim, um lenhador cortou e serrou uma árvore fácil de manejar. Habilmente ele lhe tirou toda a casca, e com a habilidade do seu ofício, fez dela um móvel útil para seu uso.
12. Com as sobras de seu trabalho, cozinhou comida, com que se saciou.
13. O que ainda lhe restava, não era bom para nada, não passando de madeira torcida e toda cheia de nós; contudo, ele a tomou e consagrou suas horas de lazer a talhá-la; ele a trabalhou com toda a arte que adquirira, e lhe deu a semelhança de um homem,
14. ou o aspecto de algum vil animal. Pôs-lhe vermelhão, uma demão de uma tinta encarnada, e encobriu-lhe cuidadosamente todo defeito.
15. Em seguida, preparou-lhe um nicho digno dele. e o fixou à parede, segurando-o com um prego:
16. foi por medo que caísse, que tomou este cuidado, porque sabe muito bem que ele não pode ajudar-se a si mesmo, pois não passa de uma estátua que tem necessidade de um apoio.
17. Mas quando lhe implora por seus bens, seus casamentos, seus filhos, não se envergonha de falar ao que é inanimado, e pede saúde ao que é desprezível.
18. Reclama a vida ao que é morto, e procura socorro no que é débil; e para uma viagem, invoca o que não pode andar;
19. para um lucro, um trabalho, o bom êxito de uma obra de suas mãos, pede a força ao que nem é capaz de mover as mãos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Provérbios X

1. O filho sábio é a alegria de seu pai; o insensato, porém, a aflição de sua mãe.
2. Tesouros mal adquiridos de nada servem, mas a justiça livra da morte.
3. O Senhor não deixa o justo passar fome, mas repele a cobiça do ímpio.
4. A mão preguiçosa causa a indigência; a mão diligente se enriquece.
5. Quem recolhe no verão é um filho prudente; quem dorme na ceifa merece a vergonha.
6. As bênçãos descansam sobre a cabeça do justo, mas a boca dos maus oculta a injustiça.
7. A memória do justo alcança as bênçãos; o nome dos ímpios apodrecerá.
8. O sábio de coração recebe os preceitos, mas o insensato caminha para a ruína.
9. Quem anda na integridade caminha com segurança, mas quem emprega astúcias será descoberto.
10. Quem pisca os olhos traz desgosto, mas o que repreende com franqueza procura a paz.
11. A boca do justo é uma fonte de vida; a do ímpio, porém, esconde injustiça.
12. O ódio desperta rixas; a caridade, porém, supre todas as faltas.
13. Nos lábios do sábio encontra-se a sabedoria; no dorso do insensato a correção.
14. Os sábios entesouram a sabedoria, mas a boca do tolo é uma desgraça sempre ameaçadora.
15. A fortuna do rico é a sua cidade forte; a pobreza dos indigentes ocasiona-lhes ruína.
16. O salário do justo é para a vida; o fruto do ímpio produz o pecado.
17. O que observa a disciplina está no caminho da vida; anda errado o que esquece a repressão.
18. Quem dissimula o ódio é um mistificador; um insensato o que profere calúnias.
19. Não pode faltar o pecado num caudal de palavras; quem modera os lábios é um homem prudente.
20. A língua do justo é prata finíssima; o coração dos maus, porém, para nada serve.
21. Os lábios dos justos nutrem a muitos; mas os néscios perecem por falta de inteligência.
22. É a bênção do Senhor que enriquece; o labor nada acrescenta a ela.
23. É um divertimento para o ímpio praticar o mal; e para o sensato, ser sábio.
24. O que receia o mal, este cai sobre ele. O desejo do justo lhe é concedido.
25. Quando passa a tormenta, desaparece o perverso, mas o justo descansa sobre fundamentos duráveis.
26. Como o vinagre nos dentes e a fumaça nos olhos, assim é o preguiçoso para os que o mandam.
27. O temor do Senhor prolonga os dias, mas os anos dos ímpios serão abreviados.
28. A expectativa dos justos causa alegria; a esperança dos ímpios, porém, perecerá.
29. Para o homem íntegro o Senhor é uma fortaleza, mas é a ruína dos que fazem o mal.
30. Jamais o justo será abalado, mas os ímpios não habitarão a terra.
31. A boca do justo produz sabedoria, mas a língua perversa será arrancada.
32. Os lábios do justo sabem dizer o que é agradável; a boca dos maus, o que é mal.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sabedoria XII

1. Vosso espírito incorruptível está em todos.
2. É por isso que castigais com brandura aqueles que caem, e os advertis mostrando-lhes em que pecam, a fim de que rejeitem sua malícia e creiam em vós, Senhor.
3. Foi assim que se deu com os antigos habitantes da Terra Santa.
4. Tínheis horror deles por causa de suas obras detestáveis, sua magia e seus ritos ímpios,
5. seus cruéis morticínios de crianças, seus festins de entranhas, carne humana e sangue, suas iniciações nos mistérios orgíacos,
6. e os crimes de pais contra seres indefesos; e resolvestes aniquilá-los pela mão de nossos pais,
7. para que esta terra, que estimais entre todas, recebesse uma digna colônia de filhos de Deus.
8. Contudo, porque também eles eram homens, vós os poupastes, enviando-lhes vespas precursoras de vosso exército, para que elas os fizessem perecer pouco a pouco.
9. Não é que vos fosse impossível esmagar os maus por meio dos justos num combate, ou exterminar todos juntos por animais ferozes ou por uma palavra categórica;
10. mas castigando-os pouco a pouco, dáveis tempo para o arrependimento, não ignorando que sua raça era maldita, ingênita a sua perversidade, e que jamais seus pensamentos se mudariam,
11. porque sua estirpe era má desde a origem... Não era por temor do que quer que fosse que vos mostráveis indulgente para com eles em seus pecados.
12. Porque, quem ousará dizer-vos: Que fizeste tu? E quem se oporá a vosso julgamento? Quem vos repreenderá de terdes aniquilado nações que criastes? Ou quem se levantará contra vós para defender os culpados?
13. Não há, fora de vós, um Deus que se ocupa de tudo, e a quem deveis mostrar que nada é injusto em vosso julgamentos;
14. nem um rei, nem um tirano que vos possa resistir em favor dos que castigastes.
15. Mas porque sois justo, governais com toda a justiça, e julgais indigno de vosso poder condenar quem não merece ser punido.
16. Porque vossa força é o fundamento de vossa justiça e o fato de serdes Senhor de todos, vos torna indulgente para com todos.
17. Mostrais vossa força aos que não crêem no vosso poder, e confundis os que a não conhecem e ousam afrontá-la.
18. Senhor de vossa força, julgais com bondade, e nos governais com grande indulgência, porque sempre vos é possível empregar vosso poder, quando quiserdes.
19. Agindo desta maneira, mostrastes a vosso povo que o justo deve ser cheio de bondade, e inspirastes a vossos filhos a boa esperança de que, após o pecado, lhes dareis tempo para a penitência;
20. porque se os inimigos de vossos filhos, dignos de morte, vós os haveis castigado com tanta prudência e longanimidade, dando-lhes tempo e ocasião para se emendarem,
21. com quanto cuidado não julgareis vós os vossos filhos, a cujos antepassados concedestes com juramento vossa aliança, repleta de ricas promessas!
22. Portanto, quando nos corrigis, castigais mil vezes mais nossos inimigos, para que em nossos julgamentos nos lembremos de vossa bondade, e para que esperemos em vossa indulgência quando somos julgados.
23. Por isso também aqueles que loucamente viveram no mal, vós os torturastes por meio das suas próprias abominações:
24. porque se tinham afastado demais nos caminhos do erro, tomando por deuses os mais vis animais, deixando-se enganar como meninos sem razão;
25. assim é que, como a meninos sem razão, lhes destes um castigo irrisório.
26. Mas os que recusam a advertência de semelhante correção sofrerão um castigo digno de Deus.
27. Excitados, então, pelos sofrimentos causados por esses animais que tinham julgado deuses, e que os atormentavam, viram o que no começo tinham recusado ver, e reconheceram o verdadeiro Deus. Por isso é que caiu sobre eles a condenação final.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Salmo, 100

1. Salmo de Davi. Cantarei a bondade e a justiça. A vós, Senhor, salmodiarei.
2. Pelo caminho reto quero seguir. Oh, quando vireis a mim? Caminharei na inocência de coração, no seio de minha família.
3. Não proporei ante meus olhos nenhum pensamento culpável. Terei horror àquele que pratica o mal, não será ele meu amigo.
4. Estará sempre longe de mim o coração perverso, não quero conhecer o mal.
5. Exterminarei o que em segredo caluniar seu próximo. Não suportarei homem arrogante e de coração vaidoso.
6. Meus olhos se voltarão para os fiéis da terra, para fazê-los habitar comigo. Será meu servo o homem que segue o caminho reto.
7. O fraudulento não há de morar jamais em minha casa. Não subsistirá o mentiroso ante meus olhos.
8. Todos os dias extirparei da terra os ímpios, banindo da cidade do Senhor os que praticam o mal.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Provérbios IX

1. A Sabedoria edificou sua casa, talhou sete colunas.
2. Matou seus animais, preparou seu vinho e dispôs a mesa.
3. Enviou servas, para que anunciassem nos pontos mais elevados da cidade:
4. Quem for simples apresente-se! Aos insensatos ela disse:
5. Vinde comer o meu pão e beber o vinho que preparei.
6. Deixai a insensatez e vivereis; andai direito no caminho da inteligência!
7. Quem censura um mofador, atrai sobre si a zombaria; o que repreende o ímpio, arrisca-se a uma afronta.
8. Não repreendas o mofador, pois ele te odiará. Repreende o sábio e ele te amará.
9. Dá ao sábio: tornar-se-á ele mais sábio ainda, ensina ao justo e seu saber aumentará.
10. O temor do Senhor é o princípio da Sabedoria, e o conhecimento do Santo é a inteligência,
11. porque por mim se multiplicarão teus dias e ser-te-ão acrescentados anos de vida.
12. Se tu és sábio, é para teu bem que o és, mas se tu és um mofador, só tu sofrerás as conseqüências.
13. A senhora Loucura é irrequieta, uma tola que não sabe nada.
14. Ela se assenta à porta de sua casa, numa cadeira, nos pontos mais altos da cidade,
15. para convidar os viandantes que seguem direito seu caminho.
16. Quem for simples venha para cá! Aos insensatos, ela diz:
17. As águas furtivas são mais doces e o pão tomado às escondidas é mais delicioso.
18. Ignora ele que ali há sombras e que os convidados [da senhora Loucura] jazem nas profundezas da região dos mortos.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Salmo, 26

1. De Davi. O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo?
2. Quando os malvados me atacam para me devorar vivo, são eles, meus adversários e inimigos, que resvalam e caem.
3. Se todo um exército se acampar contra mim, não temerá meu coração. Se se travar contra mim uma batalha, mesmo assim terei confiança.
4. Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário.
5. Assim, no dia mau ele me esconderá na sua tenda, ocultar-me-á no recôndito de seu tabernáculo, sobre um rochedo me erguerá.
6. Mas desde agora ele levanta a minha cabeça acima dos inimigos que me cercam; e oferecerei no tabernáculo sacrifícios de regozijo, com cantos e louvores ao Senhor.
7. Escutai, Senhor, a voz de minha oração, tende piedade de mim e ouvi-me.
8. Fala-vos meu coração, minha face vos busca; a vossa face, ó Senhor, eu a procuro.
9. Não escondais de mim vosso semblante, não afasteis com ira o vosso servo. Vós sois o meu amparo, não me rejeiteis. Nem me abandoneis, ó Deus, meu Salvador.
10. Se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá.
11. Ensinai-me, Senhor, vosso caminho; por causa dos adversários, guiai-me pela senda reta.
12. Não me abandoneis à mercê dos inimigos, contra mim se ergueram violentos e falsos testemunhos.
13. Sei que verei os benefícios do Senhor na terra dos vivos!
14. Espera no Senhor e sê forte! Fortifique-se o teu coração e espera no Senhor!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Salmos, 1

1. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. 2. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. 3. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera. 4. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva. 5. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.
6. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Provérbios VIII

1. Por ventura não clama a Sabedoria e a inteligência não eleva a sua voz? 2. No cume das montanhas posta-se ela, e nas encruzilhadas dos caminhos. 3. Alça sua voz na entrada das torres, junto às portas, nas proximidades da cidade. 4. É a vós, ó homens, que eu apelo; minha voz se dirige aos filhos dos homens. 5. Ó simples, aprendei a prudência, adquiri a inteligência, ó insensatos. 6. Prestai atenção, pois! Coisas magníficas vos anuncio, de meus lábios só sairá retidão, 7. porque minha boca proclama a verdade e meus lábios detestam a iniqüidade. 8. Todas as palavras de minha boca são justas, nelas nada há de falso nem de tortuoso. 9. São claras para os que as entendem e retas para o que chegou à ciência. 10. Recebei a instrução e não o dinheiro. Preferi a ciência ao fino ouro, 11. pois a Sabedoria vale mais que as pérolas e jóia alguma a pode igualar. 12. Eu, a Sabedoria, sou amiga da prudência, possuo uma ciência profunda. 13. O temor do Senhor é o ódio ao mal. Orgulho, arrogância, caminho perverso, boca mentirosa: eis o que eu detesto. 14. Meu é o conselho e o bom êxito, minha a inteligência, minha a força. 15. Por mim reinam os reis e os legisladores decretam a justiça; 16. por mim governam os magistrados e os magnatas regem a terra. 17. Amo os que me amam. Quem me procura, encontra-me. 18. Comigo estão a riqueza e a glória, os bens duráveis e a justiça. 19. Mais precioso que o mais fino ouro é o meu fruto, meu produto tem mais valor que a mais fina prata. 20. Sigo o caminho da justiça, no meio da senda da eqüidade. 21. Deixo os meus haveres para os que me amam e acumulo seus tesouros. 22. O Senhor me criou, como primícia de suas obras, desde o princípio, antes do começo da terra. 23. Desde a eternidade fui formada, antes de suas obras dos tempos antigos. 24. Ainda não havia abismo quando fui concebida, e ainda as fontes das águas não tinham brotado. 25. Antes que assentados fossem os montes, antes dos outeiros, fui dada à luz; 26. antes que fossem feitos a terra e os campos e os primeiros elementos da poeira do mundo. 27. Quando ele preparava os céus, ali estava eu; quando traçou o horizonte na superfície do abismo, 28. quando firmou as nuvens no alto, quando dominou as fontes do abismo, 29. quando impôs regras ao mar, para que suas águas não transpusessem os limites, quando assentou os fundamentos da terra, 30. junto a ele estava eu como artífice, brincando todo o tempo diante dele, 31. brincando sobre o globo de sua terra, achando as minhas delícias junto aos filhos dos homens. 32. E agora, meus filhos, escutai-me: felizes aqueles que guardam os meus caminhos. 33. Ouvi minha instrução para serdes sábios, não a rejeiteis. 34. Feliz o homem que me ouve e que vela todos os dias à minha porta e guarda os umbrais de minha casa! 35. Pois quem me acha encontra a vida e alcança o favor do Senhor. 36. Mas quem me ofende, prejudica-se a si mesmo; quem me odeia, ama a morte. 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Eclesiástico XVI

1. Não te regozijes de ter muitos filhos se são maus, nem ponhas neles a tua alegria, se não tiverem o temor de Deus. 2. Não confies na sua vida, nem voltes os teus olhares para os seus trabalhos; 3. pois um único filho temente a Deus vale mais do que mil filhos ímpios. 4. Há mais vantagens em morrer sem filhos, que em deixar após si filhos ímpios. 5. Um único homem sensato fará povoar a pátria, enquanto que um país de maus tornar-se-á deserto. 6. Vi com meus olhos inúmeros exemplos, e meus ouvidos ouviram alguns ainda mais graves. 7. O fogo acender-se-á na assembléia do maus, e a cólera se inflamará sobre um povo incrédulo. 8. Os gigantes não imploraram o perdão de seus pecados, e foram destruídos, apesar de terem confiados na própria força. 9. Deus não poupou a terra onde residia Lot, mas abominou os seus habitantes por causa de sua insolência. 10. Não teve pena deles, exterminou a nação inteira, que se engrandecia com o orgulho, apesar de seus pecados. 11. Assim aconteceu com os seiscentos mil homens vivos que se haviam reunido na dureza de coração; ainda que um único se tivesse mostrado obstinado, seria para admirar que não tivesse sido castigado, 12. pois misericórdia e ira estão sempre em Deus, grandemente misericordioso, porém capaz de cólera. 13. Os seus castigos igualam sua misericórdia; ele julga o homem conforme as suas obras. 14. O pecador não escapará em suas rapinas, e não será postergada a espera daquele que exerce a misericórdia; 15. toda a misericórdia colocará cada um em seu lugar, conforme o mérito de suas obras e a sabedoria de seu comportamento. 16. Não digas: Furtar-me-ei aos olhos de Deus; quem se lembrará de mim no alto do céu? 17. Não serei reconhecido no meio da multidão; quem sou eu no meio de uma tal multidão de criaturas?
18. Eis que o céu e o céu dos céus, o abismo, a terra inteira e tudo o que encerram se abalarão quando ele aparecer. 19. As montanhas, as colinas e os alicerces da terra tremerão de pavor quando Deus os olhar. 20. No meio de tudo isso, o coração do homem é insensato; Deus, porém, conhece todos os corações. 21. Quem é aquele que compreende os caminhos (de Deus), e a tempestade que escapa aos olhos do homem? 22. Com efeito a maior parte de suas obras está oculta; quem anunciará, quem poderá suportar os efeitos de sua justiça? Pois as sentenças (divinas) estão longe do pensamento de muitos, e o exame geral só se realizará no último dia. 23. O homem de coração mesquinho só pensa em vaidades; o imprudente e extraviado só se ocupa de loucuras. 24. Meu filho, ouve-me, adquire uma instrução sadia, torna o teu coração atento às minhas palavras. 25. Dar-te-ei um ensino muito exato, vou tentar explicar-te o que é a sabedoria; torna o teu coração atento às minhas palavras, pois vou descrever-te com exatidão as maravilhas que Deus, desde o início, fez brilhar nas suas obras, e vou expor, com toda a veracidade, o conhecimento de Deus. 26. Por decreto de Deus suas obras existem desde o começo; desde a criação distinguiu-as em partes. Colocou as principais em suas épocas, 27. adornou-as para sempre; elas não sentiram necessidade nem fadiga, e nunca interromperam o seu trabalho. 28. Nunca nenhuma delas embaraçou a vizinha. 29. Não sejas incrédulo à palavra do Senhor. 30. Depois disto, olhou Deus para a terra, e encheu-a de benefícios. 31. É o que revela sobre a terra a alma de todo ser vivo, e é ao seu seio que todos eles voltam. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Jó - I

1. Havia, na terra de Hus, um homem chamado Jó, íntegro, reto, que temia a Deus e fugia do mal.
2. Nasceram-lhe sete filhos e três filhas.
3. Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentas jumentas e uma grande quantidade de escravos. Este homem era o mais considerado entre todos os homens do Oriente.
4. Seus filhos tinham o costume de ir à casa uns dos outros, alternadamente, para se banquetearem e convidavam suas três irmãs para comerem e beberem com eles.
5. Quando acabava a série dos dias de banquetes, Jó mandava chamar seus filhos para purificá-los e, na manhã do dia seguinte, oferecia um holocausto por intenção de cada um deles: porque, dizia ele, talvez meus filhos tenham pecado e amaldiçoado Deus nos seus corações. Assim fazia Jó cada vez.
6. Um dia em que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, veio também Satanás entre eles.
7. O Senhor disse-lhe: De onde vens tu? Andei dando volta pelo mundo, disse Satanás, e passeando por ele.
8. O Senhor disse-lhe: Notaste o meu servo Jó? Não há ninguém igual a ele na terra: íntegro, reto, temente a Deus, afastado do mal.
9. Mas Satanás respondeu ao Senhor: É a troco de nada que Jó teme a Deus?
10. Não cercaste como de uma muralha a sua pessoa, a sua casa e todos os seus bens? Abençoas tudo quanto ele faz e seus rebanhos cobrem toda a região.
11. Mas estende a tua mão e toca em tudo o que ele possui; juro-te que te amaldiçoará na tua face.
12. Pois bem!, respondeu o Senhor. Tudo o que ele tem está em teu poder; mas não estendas a tua mão contra a sua pessoa. E Satanás saiu da presença do Senhor.
13. Ora, um dia em que os filhos e filhas de Jó estavam à mesa e bebiam vinho em casa do seu irmão mais velho,
14. um mensageiro veio dizer a Jó: Os bois lavravam e as jumentas pastavam perto deles.
15. De repente, apareceram os sabeus e levaram tudo; e passaram à espada os escravos. Só eu consegui escapar para te trazer a notícia.
16. Estando ele ainda a falar, veio outro e disse: O fogo de Deus caiu do céu; queimou, consumiu as ovelhas e os escravos. Só eu consegui escapar para te trazer a notícia.
17. Ainda este falava, e eis que chegou outro e disse: Os caldeus, divididos em três bandos, lançaram-se sobre os camelos e os levaram. Passaram a fio de espada os escravos. Só eu consegui escapar para te trazer a notícia!
18. Ainda este estava falando e eis que entrou outro, e disse: Teus filhos e filhas estavam comendo e bebendo vinho em casa do irmão mais velho,
19. quando um furacão se levantou de repente do deserto, abalou os quatro cantos da casa e esta desabou sobre os jovens. Morreram todos. Só eu consegui escapar para te trazer a notícia.
20. Jó então se levantou, rasgou o manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prosternado por terra,
21. disse: Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou: bendito seja o nome do Senhor!
22. Em tudo isso, Jó não cometeu pecado algum, nem proferiu contra Deus blasfêmia alguma.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sabedoria IX

1. Deus de nossos pais, e Senhor de misericórdia, que todas as coisas criastes pela vossa palavra,
2. e que, por vossa sabedoria, formastes o homem para ser o senhor de todas as vossas criaturas,
3. governar o mundo na santidade e na justiça, e proferir seu julgamento na retidão de sua alma,
4. dai-me a Sabedoria que partilha do vosso trono, e não me rejeiteis como indigno de ser um de vossos filhos.
5. Sou, com efeito, vosso servo e filho de vossa serva, um homem fraco, cuja existência é breve, incapaz de compreender vosso julgamento e vossas leis;
6. porque qualquer homem, mesmo perfeito, entre os homens, não será nada, se lhe falta a Sabedoria que vem de vós.
7. Ora, vós me escolhestes para ser rei de vosso povo e juiz de vossos filhos e vossas filhas.
8. Vós me ordenastes construir um templo na vossa montanha santa e um altar na cidade em que habitais: imagem da sagrada habitação que preparastes desde o princípio.
9. Mas, ao lado de vós está a Sabedoria que conhece vossas obras; ela estava presente quando fizestes o mundo, ela sabe o que vos é agradável, e o que se conforma às vossas ordens.
10. Fazei-a, pois, descer de vosso santo céu, e enviai-a do trono de vossa glória, para que, junto de mim, tome parte em meus trabalhos, e para que eu saiba o que vos agrada.
11. Com efeito, ela sabe e conhece todas as coisas; prudentemente guiará meus passos, e me protegerá no brilho de sua glória.
12. Assim, minhas obras vos serão agradáveis; governarei vosso povo com justiça, e serei digno do trono de meu pai.
13. Que homem, pois, pode conhecer os desígnios de Deus, e penetrar nas determinações do Senhor?
14. Tímidos são os pensamentos dos mortais, e incertas as nossas concepções;
15. porque o corpo corruptível torna pesada a alma, e a morada terrestre oprime o espírito carregado de cuidados.
16. Mal podemos compreender o que está sobre a terra, dificilmente encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem, portanto, pode descobrir o que se passa no céu?
17. E quem conhece vossas intenções, se vós não lhe dais a Sabedoria, e se do mais alto dos céus vós não lhe enviais vosso Espírito Santo?
18. Assim se tornaram direitas as veredas dos que estão na terra; os homens aprenderam as coisas que vos agradam e pela sabedoria foram salvos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Salmos, 33

1. De Davi. Quando simulou alienação na presença de Abimelec e, despedido por ele, partiu.
2. Bendirei continuamente ao Senhor, seu louvor não deixará meus lábios.
3. Glorie-se a minha alma no Senhor; ouçam-me os humildes, e se alegrem.
4. Glorificai comigo ao Senhor, juntos exaltemos o seu nome.
5. Procurei o Senhor e ele me atendeu, livrou-me de todos os temores.
6. Olhai para ele a fim de vos alegrardes, e não se cobrir de vergonha o vosso rosto.
7. Vede, este miserável clamou e o Senhor o ouviu, de todas as angústias o livrou.
8. O anjo do Senhor acampa em redor dos que o temem, e os salva.
9. Provai e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que se refugia junto dele.
10. Reverenciai o Senhor, vós, seus fiéis, porque nada falta àqueles que o temem.
11. Os poderosos empobrecem e passam fome, mas aos que buscam o Senhor nada lhes falta.
12. Vinde, meus filhos, ouvi-me: eu vos ensinarei o temor do Senhor.
13. Qual é o homem que ama a vida, e deseja longos dias para gozar de felicidade?
14. Guarda tua língua do mal, e teus lábios das palavras enganosas.
15. Aparta-te do mal e faze o bem, busca a paz e vai ao seu encalço.
16. Os olhos do Senhor estão voltados para os justos, e seus ouvidos atentos aos seus clamores.
17. O Senhor volta a sua face irritada contra os que fazem o mal, para apagar da terra a lembrança deles.
18. Apenas clamaram os justos, o Senhor os atendeu e os livrou de todas as suas angústias.
19. O Senhor está perto dos contritos de coração, e salva os que têm o espírito abatido.
20. São numerosas as tribulações do justo, mas de todas o livra o Senhor.
21. Ele protege cada um de seus ossos, nem um só deles será quebrado.
22. A malícia do ímpio o leva à morte, e os que odeiam o justo serão castigados.
23. O Senhor livra a alma de seus servos; não será punido quem a ele se acolhe.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Gálatas II

1. Catorze anos mais tarde, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também Tito comigo.
2. E subi em conseqüência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos, e isso particularmente aos que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão.
3. Entretanto, nem sequer meu companheiro Tito, embora gentio, foi obrigado a circuncidar-se.
4. Mas, por causa dos falsos irmãos, intrusos - que furtivamente se introduziram entre nós para espionar a liberdade de que gozávamos em Cristo Jesus, a fim de nos escravizar -,
5. fomos, por esta vez, condescendentes, para que o Evangelho permanecesse em sua integridade.
6. Quanto aos que eram de autoridade - o que antes tenham sido não me importa, pois Deus não se deixa levar por consideração de pessoas -, estas autoridades, digo, nada me impuseram.
7. Ao contrário, viram que a evangelização dos incircuncisos me era confiada, como a dos circuncisos a Pedro
8. (porque aquele cuja ação fez de Pedro o apóstolo dos circuncisos, fez também de mim o dos pagãos).
9. Tiago, Cefas e João, que são considerados as colunas, reconhecendo a graça que me foi dada, deram as mãos a mim e a Barnabé em sinal de pleno acordo:
10. iríamos aos pagãos, e eles aos circuncidados. Recomendaram-nos apenas que nos lembrássemos dos pobres, o que era precisamente a minha intenção.
11. Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti-lhe francamente, porque era censurável.
12. Pois, antes de chegarem alguns homens da parte de Tiago, ele comia com os pagãos convertidos. Mas, quando aqueles vieram, retraiu-se e separou-se destes, temendo os circuncidados.
13. Os demais judeus convertidos seguiram-lhe a atitude equívoca, de maneira que mesmo Barnabé foi levado por eles a essa dissimulação.
14. Quando vi que o seu procedimento não era segundo a verdade do Evangelho, disse a Cefas, em presença de todos: Se tu, que és judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, com que direito obrigas os pagãos convertidos a viver como os judeus?
15. Nós, judeus de nascença, e não pecadores dentre os pagãos,
16. sabemos, contudo, que ninguém se justifica pela prática da lei, mas somente pela fé em Jesus Cristo. Também nós cremos em Jesus Cristo, e tiramos assim a nossa justificação da fé em Cristo, e não pela prática da lei. Pois, pela prática da lei, nenhum homem será justificado.
17. Pois, se nós, que aspiramos à justificação em Cristo, retornamos, todavia, ao pecado, seria porventura Cristo ministro do pecado? Por certo que não!
18. Se torno a edificar o que destruí, confesso-me transgressor.
19. Na realidade, pela fé eu morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou pregado à cruz de Cristo.
20. Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
21. Não menosprezo a graça de Deus; mas, em verdade, se a justiça se obtém pela lei, Cristo morreu em vão.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Eclesiástico IX

1. Não tenhas ciúme da mulher que repousa no teu seio, para que ela não empregue contra ti a malícia que lhe houveres ensinado.
2. Não entregues tua alma ao domínio de tua mulher, para que ela não usurpe tua autoridade e fiques humilhado.
3. Não lances os olhos para uma mulher leviana, para que não caias em suas ciladas.
4. Não freqüentes assiduamente uma dançarina, e não lhe dês atenção, para que não pereças por causa de seus encantos.
5. Não detenhas o olhar sobre uma jovem, para que a sua beleza não venha a causar tua ruína.
6. Nunca te entregues às prostitutas, para que não te percas com os teus haveres.
7. Não lances os olhos daqui e dali pelas ruas da cidade, não vagueies pelos caminhos.
8. Desvia os olhos da mulher elegante, não fites com insistência uma beleza desconhecida.
9. Muitos pereceram por causa da beleza feminina, e por causa dela inflama-se o fogo do desejo.
10. Toda mulher que se entrega à devassidão é como o esterco que se pisa na estrada.
11. Muitos, por haveres admirado uma beleza desconhecida, foram condenados, pois a conversa dela queima como fogo.
12. Nunca te sentes ao lado de uma estrangeira, não te ponhas à mesa com ela;
13. não a provoques a beber vinho, para não acontecer que teu coração por ela se apaixone, e que pelo preço de teu sangue caias na perdição.
14. Não abandones um velho amigo, pois o novo não o valerá.
15. Vinho novo, amigo novo; é quando envelhece que o beberás com gosto.
16. Não invejes a glória nem as riquezas do pecador, pois não sabes qual será a sua ruína.
17. Não sintas prazer com a violência dos injustos; sabe que o ímpio desagrada a Deus até na habitação dos mortos.
18. Afasta-te do homem que tem o poder de matar, e assim não saberás o que é temer a morte.
19. Mas, se dele de aproximares, cuida em não cometer nenhuma falta, para não acontecer que ele tire a tua vida.
20. Sabe que a morte está próxima, porque andas em meio de armadilhas, e no meio das armas de inimigos escolerizados.
21. Tanto quanto possível, desconfia de quem de ti se aproxima, e aconselha-te com os sábios e os prudentes.
22. Que os teus convivas sejam virtuosos. Põe tua glória no temor de Deus.
23. Que o pensamento de Deus ocupe o teu espírito, e os preceitos do Altíssimo sejam a tua conversa.
24. É pela obra de suas mãos que o artista conquista a estima; e um príncipe do povo, pela sabedoria de seus discursos; e os anciãos, pela prudência de suas palavras.
25. Um grande falador é coisa terrível na cidade; o homem de conversas imprudentes torna-se odioso.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sabedoria VIII

1. Ela estende seu vigor de uma extremidade do mundo à outra e governa todas as coisas com felicidade.
2. Eu a amei e procurei desde minha juventude, esforçei-me por tê-la por esposa e me enamorei de seus encantos.
3. Ela mostra a nobreza de sua origem em conviver com Deus, ela é amada pelo Senhor de todas as coisas.
4. Ela é iniciada na ciência de Deus e, por sua escolha, decide de suas obras.
5. Se a riqueza é um bem desejável na vida, que há de mais rico que a Sabedoria que tudo criou?
6. Se a inteligência do homem consegue operar, o que, então, mais que a Sabedoria, é artífice dos seres?
7. E se alguém ama a justiça, seus trabalhos são virtudes; ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a força: não há ninguém que seja mais útil aos homens na vida.
8. Se alguém deseja uma vasta ciência, ela sabe o passado e conjectura o futuro; conhece as sutilezas oratórias e revolve os enigmas; prevê os sinais e os prodígios, e o que tem que acontecer no decurso das idades e dos tempos.
9. Portanto, resolvi tomá-la por companheira de minha vida, cuidando que ela será para mim uma boa conselheira, e minha consolação nos cuidados e na tristeza.
10. Graças a ela, receberei as honras das multidões, e, embora jovem como sou, o respeito dos anciãos.
11. Reconhecerão a penetração de meu julgamento, e excitarei a admiração dos reis.
12. Se me calo, esperarão que eu fale; se falo, estarão atentos; e se prolongo meu discurso, levarão a mão à boca.
13. Por meio dela obterei a imortalidade, e deixarei à posteridade uma lembrança eterna.
14. Governarei povos e as nações ser-me-ão submissas.
15. Príncipes temíveis estarão cheios de medo ao ouvirem falar de mim; mostrar-me-ei bom para com o povo e valoroso no combate.
16. Recolhido em minha casa, repousarei junto dela, porque a sua convivência não tem nada de desagradável, e sua intimidade nada de fastidioso; ela traz consigo, pelo contrário, o contentamento e a alegria!
17. Meditando comigo mesmo nesses pensamentos, e considerando em meu coração que a imortalidade se encontra na aliança com a Sabedoria,
18. a alegria perfeita na sua amizade, contínua riqueza na sua atividade, inteligência nas lições de seus entretenimentos familiares, e glória na comunicação de suas sentenças, saí à sua procura a fim de possuí-la em mim.
19. Eu era um menino vigoroso, dotado de uma alma excelente,
20. ou antes, como era bom, eu vim a um corpo intacto;
21. mas, consciente de não poder possuir a sabedoria, a não ser por dom de Deus, (e já era inteligência o saber de onde vem o dom), eu me voltei para o Senhor, e invoquei-o, dizendo do fundo do coração: