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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tríduo - 3º Dia, Tema: "Teresinha nos impele a ser uma comunidade missionária"

I. RITOS INICIAIS

C.: Neste último dia de nosso tríduo, celebraremos a dimensão missionária do carisma teresiano, quando pediremos a Deus, por meio de Santa Teresinha, para nos impulsionar na difícil tarefa da evangelização. Uma comunidade misericordiosa, acolhedora e orante sente-se chamada a evangelizar, a sair de si mesma para levar a todos a paz e a esperança que encotramos no Evangelho. A Padroeira das Missões dirige nossos passos no empenho de "salvar almas". A expressão "salvar almas" esconde em si uma gama de compromissos apostólicos. Pode ser interpretada hoje como um apelo a rezar e a nos engajar numa pastoral específica, para que o evangelho seja anunciado no espírito do movimento paroquial com o qual nos identificarmos. Cremos firmemente que a salvação integral da pessoa só pode se processar através de um encontro libertador com a pessoa de Jesus Cristo. Qualquer missão, qualquer trabalho de evangelização paroquial deverá ter como meta: apresentar Jesus Cristo como Salvador, aquele que nos mostra o rosto misericordioso do Pai.
T.: Queremos cultivar uma espiritualidade missionária que consiste em nos deixar plasmar interiormente pelo Cristo, vivendo em plena docilidade ao Espírito. Tal docilidade nos permitirá acolher os dons da fortaleza e do discernimento. Só assim o Espírito nos conduzirá nos caminhos árduos da missão.
C.: No Dia das Missões de 1997, ao proclamar Santa Teresinha Doutora da Igreja, o Santo Padre o Papa João Paulo II lembrou que o próprio Jesus mostrou à nossa Santinha como haveria de viver a vocação missionária: praticando o mandamento do amor, que iria mergulhá-la no coração da Igreja, sustentando os anunciadores do Evangelho com a força da oração e da comunhão. O amor nos fortalece na missão. Torna-nos vigorosos para enfrentar todas as dificuldades. Espelhados no exemplo de nossa padroeira, preparemo-nos para celebrar o terceiro dia de nosso tríduo, cantando o canto de entrada.

Canto de Entrada

Saudação do Celebrante

P.: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
T.: Amém
P.: Irmãos e irmãs, Graça e Paz da parte de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Irmão.
T.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
P.: Teresinha é dotada de um incomparável elã missionário. As limitações da vida de clausura não inibem sua sede de conduzir as pessoas a Deus. Nela, a vocação missionária não se limita a um tempo determinado. Para todo o sempre está unida à tarefa missionária da Igreja. Ela é uma apóstola incansável. Não repousará enquanto o Amor não for amado.
T.: "Eu quisera ser missionária não somente durante alguns anos, mas quisera ter sido desde a criação do mundo e sê-lo até à consumação dos séculos".
C.: Teresinha não limitou sua tarefa missionária aos breves anos passados na terra. Tinha certeza que, do céu, prosseguiria a evangelizar, intercedendo pelas pessoas, mandando uma chuva de rosas sobre o mundo. Sua missão de ser o amor no coração da Igreja se realizaria, de fato, no céu, onde abismada no Amor, não se distinguirá mais dele.
T.: "O que me atrai para a pátria dos céus é o chamado do Senhor, é a alegria de finalmente amá-lo como tanto desejei, é a idéia de que poderei fazê-lo amar por uma multidão de almas que o bendirão por toda a eternidade".
P.: Um novo sopro missionário invade a Igreja de Cristo, às portas do ano dois mil. Mas ainda somos tímidos, não usamos de todos os nossos dons e recursos para espalhar as sementes da Boa Nova. Neste terceiro dia examinemos a nossa consciência e peçamos perdão por todas as vezes que não seguimos o sopro do Espírito que nos impele à missão dentro de nossa própria comunidade e para fora dela. (Pausa) Cantemos, implorando o perdão de Deus.

Canto Penitencial

Oração do Dia:

Ó Deus, Pai de Misericórdia, há muitos homens e mulheres à espera de Cristo. São muitos os corações que ainda não foram visitados por vossa Palavra. Inspirai-nos a colocar como causa primeira em nossa vida cristã, a causa missionária. Que possamos ser vossas testemunhas em todos os lugares onde existir um sofredor, um excluído, um desesperançado. Dai-nos inquietação perante os desafios da realidade e armai-nos de coragem para vencer todos os obstáculos no testemunho da fé. Por NSJC...
T.: Amém

II. LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA: 1Sm 3,1-19

C.: Deus nos chama à missão e espera uma resposta. Às vezes usa de intermediários para nos esclarecer o seu chamado. Samuel se dispôs a escutar o Senhor e a obedecer-lhe, transformando-se em profeta cuja palavra ressou com credibilidade em todo o Israel.
L.: Primeira Leitura tirada do 1o. Livro de Samuel, 3, 1-19

Aclamação ao Evangelho

EVANGELHO: Jo 3,16-21

C.: A missão de Jesus consistiu em trazer a salvação à humanidade mergulhada no pecado. Ele não veio para condenar, mas para propor um caminho novo de libertação, que pode ser acolhido ou recusado. A atitude hostil de muitos não intimidou o Mestre. Ele continuou a ser luz, apontando para todos o caminho da misericórdia de Deus. Jesus conta com a nossa participação nesse ministério: anunciar ao mundo que ele pode conhecer o amor de Deus, se quiser.
P.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (3,16-21)

HOMILIA

Oração da Assembléia

P.: Caríssimos irmãos e irmãs, como são infinitos os caminhos da misericórdia de Deus. Ele, que nos chama a anunciar a misericórdia, sabe de nossas fraquezas e do medo do fracasso que, em algumas ocasiões, se apoderam de nós. Pela oração, confiemos ao Senhor nossas dificuldades e intercedamos por todos os missionários e missionárias que se lançam na seara do Evangelho. Nossa resposta será: Padroeira das Missões, rogai por nós!
1. Senhor, que chamastes Santa Teresinha a ser vítima do vosso amor, a partir de uma dedicação total ao vosso Reino, fazei que aprendemos nos ensinamentos da Padroeira das Missões a anunciar de forma atraente e sedutora a vossa Misericórdia, nós vos pedimos.
2. Senhor, como Santa Teresinha, queremos interceder por todos os missionários e missionárias, oferecendo-lhes nossos sacrifícios e desejando-lhes tudo o que desejamos para nós mesmos, nós vos pedimos.
3. Senhor, dai-nos ânimo para crescer como comunidade missionária, sensível aos apelos de todos os irmãos afastados da Igreja, especialmente os excluídos por questões sociais, políticas e morais, nós vos pedimos.
4. Senhor, que as nossas famílias sejam imbuídas do espírito missionário. Que nossas famílias sejam missionárias pelo testemunho de amor a vós e pela participação na vida da comunidade paroquial, nós vos pedimos.
5. Senhor, que o "zelo das almas" fundamente a nossa espiritualidade missionária, sempre inspirada na própria caridade de Cristo, feita de atenção, ternura, acolhimento, disponibilidade e empenho nos problemas que afligem as pessoas, nós vos pedimos.
6. Senhor, que Teresinha, essa jovem mulher evangelizadora seja um exemplo para a juventude de nossa paróquia, às vezes tão desesperançada e sem metas, nós vos pedimos.
(Intenções Particulares)
Todos: Deus todo-poderoso, que nos visitais a cada instante com a vossa misericórdia, nós vos pedimos: humanizai-nos! Sensibilizados pela encarnação do vosso Filho, que nos acolheu com todas as nossas fraquezas e sujeitou-se a ser um de nós, nós vos pedimos: tornai-nos mais acolhedores, portadores de vossa ternura. Pelos méritos de Santa Teresinha, atendei-nos, especialmente, na graça que esperamos alcançar neste tríduo: (faz-se o pedido). Isto vos pedimos, por Cristo Nosso Senhor. Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

Canto da Preparação das Oferendas

Oração sobre as oferendas: (Se houver eucaristia, à escolha do celebrante)

IV. RITO DA COMUNHÃO

Ação de Graças

L.: Unidos a Santa Teresinha, cantemos as misericórdias de Deus, que nos concede a graça de participar da grande missão evangelizadora da Igreja, neste tempo favorável que antecede a chegada do ano 2.000.
T.: Obrigado, Senhor, que nos chamais a evangelizar, apesar de nossa pequenez, apesar de nossa insegurança. Carregamos em nossos vasos de barro os vossos dons. Tornai-nos dignos desses dons e incentivai-nos a reparti-los.
L.: Senhor Deus, que a participação nesta Eucaristia faça transbordar em nós o espírito de comunhão missionária. Que o Pão Vivo descido do céu nos alimente nessa marcha evangelizadora para que não nos cansemos de anunciar: Deus é Amor!
T.: Bendito sejais, ó Pai, pela Padroeira das Missões, que com sua pobreza evangélica refugiou-se no Coração de Jesus para nele se nutrir e não se cansar em sua missão de salvar almas.
L.: Precisamos buscar viver uma Santidade Missionária, centrada na pessoa de Jesus Cristo, buscando assemelhar-nos a ele que sempre obedeceu ao Pai, em espírito de oração e compromisso.
T.: Louvado sejais, ó Pai , pela sede de santidade missionária que espargis em nossos corações. Queremos ser santos, como vós sois Santo. Ajudai-nos a nos esvaziar de nós mesmos para cumprirmos unicamente vossa vontade.
L.: Teresinha acreditou no amor de Deus. Viveu sob seu olhar os mínimos atos da vida cotidiana. Não missionou pela pregação, mas pelo silêncio e pela contemplação. Fez de sua vida o Bem-Amado e daí foi capaz de alcançar todos os horizontes missionários da Igreja, comungando nas preocupações e necessidades missionárias do povo de Deus.
T.: Rogai por nós, Padroeira das Missões, que temos medo e somos inseguros. Rogai por nós, junto a Jesus, o Missionário do Pai, para que sempre mais nos assemelhemos a Ele na capacidade de amar e dar a vida pela causa do Reino. Amém.

Oração Final: (Se houver Eucaristia, à escolha do celebrante)

Canto Final

Bênção Final

sábado, 8 de outubro de 2011

Veneração ao Coração de Jesus

O papa Pio XII, em sua encíclica sobre o Coração de Jesus (Haurietis aquas), escreveu:

A veneração ao Coração de Jesus é “como escola eficacíssima de caridade divina” (nº 72). “Este culto deve a sua origem às revelaςões privadas nem que apareceu de improviso na Igreja, mas sim que brotou espontaneamente da fé viva, de piedade fervorosa de almas prediletas para com a pessoa adorável do Redentor e para com aquelas suas gloriosas feridas, testemunhos do seu amor imenso que intimamente comovem os coraςões” (nº 52).

papa

O Coração de Jesus nos põe claramente diante dos olhos todo o amor com que Cristo nos amou e ainda ama. Por isso mesmo é preciso que atribuamos à veneração ao Sacratíssimo Coração importância em elevado grau e considera-la como sendo a declaração mais perfeita da fé cristã (...). A veneração ao Sacratíssimo Coração de Jesus é, por sua natureza, a veneração daquele amor com o qual Deus, através de Jesus, nos ama, e ao mesmo tempo a expressão efetiva do nosso amor com que nós amamos a Deus e ao nosso próximo (...). Sua finalidade é que este amor nos leve a um amor mais perfeito para com Deus e o nosso próximo, isto é, àquele amor que, todo dia, realiza com magnanimidade o novo mandamento (nº 60).

O papa João Paulo II aprecia muitíssimo a veneração ao Sacratíssimo Coração de Jesus. Na sua alocução por ocasião do terceiro centenário da morte de santa Margarida Maria Alacoque asseverou: “Quando, no ano de 1986, estive como romeiro junto ao túmulo de santa Margarida Maria, pedi, no espírito da tradição da Igreja, para que a veneração ao Coração de Jesus viesse a ter uma autêntica renovação. No Coração de Jesus, na verdade, o coração humano reconhece o verdadeiro e o único sentido da sua própria vida e da sua missão. Só no coração de Cristo é que o homem adquire a capacidade para poder amar.”

O mesmo papa, numa outra alocução, afirmou: “As essenciais caracteristicas desta devoção estão permanentemente incluídas na espiritualidade da Igreja através de toda a sua história. Desde o seu começo a Igreja contempla o coração traspassado de Cristo crucificado, do qual jorraram sangue e água, símbolos dos sacramentos, que repristinam a Igreja.”

papa

O Catecismo da Igreja Católica ensina: “Jesus amou a todos e a cada um durante a sua vida, sua agonia e paixão, e se sacrificou por cada um de nós”: ‘O Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim’ (Gal. 2,20). Amou a nós todos com coração humano, por isso, o Sacratíssimo Coração de Jesus, traspassado por causa dos nossos pecados e para nossa salvação, vale como especial sinal e símbolo daquele amor com o qual o divino Redentor ama ao seu eterno Pai e a todos os homens” (nº 478).

No Diretório para as devoções populares está escrito: “Sem dúvida, existiu e ainda existe a devoção ao Coração do Redentor, uma das mais difundidas e preferidas formas de devoção popular. A luz da Sagrada Escritura, a expressão ‘Coração de Jesus’ caracteriza o mistério do próprio Cristo, a inteireza da sua estadia, da sua pessoa no mais pessoal e essencial núcleo, pois caracteriza o Filho de Deus, a sabedoria não-criada, o infinito amor, início da redenção e da santificação de toda a humanidade.’O Coração de Cristo’ é o próprio Cristo, Verbo encarnado e Redentor que, no Espírito Santo, interiormente, abraça o Pai e os homens, seus irmãos, com o amor divino-humano infinito” (nº166).

A devoção em honra do Coração de Jesus exige dos fiéis uma atitude sólida e firme, originada da conversão e do espírito de satisfação, amor e gratidão, empenho apostólico e dedicação em relação a Cristo e sua obra redentora. Por essa razão, a Sé Apostólica e os bispos recomendam e promovem a renovação desta devoção (nº172).